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Pedido de propina: Gaeco vai apurar áudios suspeitos em Guarapari

O Ministério Público Estadual (MPES) vai enviar o caso à Promotoria de Guarapari. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado vai auxiliar investigações

Sessão da Câmara de Guarapari
Sessão da Câmara de Guarapari
Foto: Facebook/Câmara de Guarapari

O Ministério Público Estadual (MPES) vai enviar para a Promotoria de Guarapari a denúncia protocolada no órgão pelo presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Enís Soares de Carvalho (PRB), conhecido como Enís Gordin. A denúncia traz áudios suspeitos atribuídos ao vereador Dito Xaréu (SD).

Caberá a um promotor de Guarapari abrir inquérito civil para apurar o caso e adotar as medidas que entender cabíveis. Diante do que foi noticiado, a apuração deverá ser feita com auxílio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPES.

Apurações assim costumam ser mais demoradas e podem resultar em operações para colher novos elementos na Câmara ou em local onde os promotores acreditem haver novas provas. Caso os promotores entendam que já existem elementos suficientes de prova, eles podem oferecer denúncias ou ações civis públicas.

PROPOSTA 

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Nos áudios, o suposto vereador Dito Xaréu afirma que pode modificar projetos no Legislativo para atender a interesses de terceiros.

Além disso, ele aparece supostamente pedindo propina e garante que pode atrapalhar o andamento de processos até na Prefeitura de Guarapari. Ao tomar conhecimento dos áudios, o presidente da Câmara, Enís Gordin, reproduziu as gravações numa reunião com 15 vereadores. Segundo ele, o grupo foi unânime em atestar que o autor dos áudios é Dito Xaréu (SD).

De acordo com fontes ouvidas pelo Gazeta Online, os áudios foram encaminhados para donos de boates de Guarapari ou empresários ligados a casas noturnas.

VEREADOR NEGA 

O vereador Dito Xaréu não reconhece os áudios. "Gostaria de informar que não reconheço a autenticidade dos áudios, que eles são falsos, trata-se de uma montagem realizada por terceiros com intuito de prejudicar minha atuação como líder do prefeito. Não autorizo a vinculação do meu nome a qualquer áudio dessa natureza porque não são verdadeiros e sua origem não partiu de minha autoria. Inclusive, gostaria de informar que irei buscar os responsáveis com essa farsa e processá-los", disse o vereador numa mensagem via WhatsApp.

Questionado quem seriam os responsáveis pela confecção dos áudios, o vereador se limitou a dizer que são "opositores ao Executivo" e com o objetivo de "me afastar da Câmara para uma tentativa de golpe na cassação do prefeito".

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