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Saiu ou "foi saído?" Casa Civil não comenta exoneração de Carlos Manato

De acordo com a Revista Crusoé, ex-deputado federal do Espírito Santo foi demitido, por telefone, pelo ministro Onyx Lorenzoni por falhas na articulação política

Carlos Manato (PSL)
Carlos Manato (PSL)
Foto: Ricardo Medeiros

Continua a dúvida em relação ao motivo que levou o secretário especial para a Câmara Federal, Carlos Manato (PSL) a deixar o posto no governo Bolsonaro. Afinal, Manato saiu por conta própria ou foi retirado do cargo por ordens do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni? Questionada, a Casa Civil não disse nem que sim nem que não e preferiu não comentar o assunto no momento.

Essa foi a resposta dada pela assessoria de imprensa da pasta, que não deu mais explicações sobre a despedida de Manato do cargo. A exoneração deve ser publicada nos próximos dias. O ex-deputado federal, que é visto como o braço do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Espírito Santo, apresentou diferentes versões sobre sua saída.

Em Brasília, Manato tem a missão de criar uma ponte de diálogo entre o Legislativo e o governo federal, facilitando as negociações. Mas, em entrevista ao Gazeta Online nesta sexta-feira (7), informou que pretendia deixar a função para voltar ao Espírito Santo e cuidar do PSL, partido do qual é presidente no Estado.

No mesmo dia, no entanto, Manato disse que deixaria a Casa Civil para trabalhar no Ministério da Educação (MEC), atuando novamente na interlocução com parlamentares. O convite, segundo ele, foi feito pelo próprio ministro da pasta, Abraham Weintraub.

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A mudança de posicionamento de Manato ocorreu após a Revista Crusoé divulgar que a exoneração do secretário teria sido uma exigência do próprio ministro Onyx Lorenzoni. De acordo com a revista, o ministro avaliou que Manato não estava sendo útil na articulação com o Legislativo. O ex-parlamentar, no entanto, sustenta que a exoneração foi "acordada".

O MEC também foi questionado sobre o possível ingresso de Manato na pasta, mas não deu retorno.

DEMISSÃO POR TELEFONE

Neste sábado, a Crusoé registrou que, no grupo de WhatsApp de parlamentares do PSL, a saída de Manato foi tratada não apenas como exoneração nada amigável como ainda teria ocorrido por telefone.

O deputado Heitor Freire, do PSL do Ceará, classificou a demissão como "absurda" e "ridícula". "Demitir um aliado do presidente, parceiro, amigo leal, aliado de primeira hora, POR TELEFONE??? Onyx passou dos limites", escreveu o parlamentar no grupo, ainda de acordo com a revista.

 

 

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