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Bolsonaro entende que vaias são um direito do cidadão, diz porta-voz

Presidente Jair Bolsonaro foi vaiado durante partida entre Brasil e Peru no domingo (7) pela final da Copa América, no estádio do Maracanã

 

O presidente Jair Bolsonaro posa para foto após a seleção brasileira ser campeã da Copa América 2019
O presidente Jair Bolsonaro posa para foto após a seleção brasileira ser campeã da Copa América 2019
Foto: Marcelo Machado de Melo

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse nesta segunda-feira (8) que o presidente entende que vaias e aplausos são um direito do cidadão em um regime democrático. No domingo (7), o presidente Jair Bolsonaro foi vaiado durante partida entre Brasil e Peru pela final da Copa América, no estádio do Maracanã.

Segundo o porta-voz, o presidente está "com a consciência tranquila" sobre as medidas de seu governo e acredita que a sua presença em eventos públicos faz parte do exercício do mandato. "As vaias e os aplausos são direitos dos cidadãos com os quais ele convive dentro da normalidade democrática. Ele reitera que continuará a despender o máximo das suas forças em benefício da condução do país e que está com a consciência tranquila", afirmou. 

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Bolsonaro ouviu vaias, aplausos e gritos de "mito" na sua ida ao Maracanã, onde entregou as medalhas aos jogadores brasileiros, que venceram a competição. Ele foi convidado pela Conmebol para a premiação. Durante a entrega, Bolsonaro tentou se aproximar do técnico Tite, que se esquivou. Na sequência, o treinador deu um abraço em Rogério Caboclo, presidente da Confederação Brasileira de Futebol. 

Depois, o político do PSL se juntou ao elenco que posava com o troféu para tirar fotos ainda no gramado. Nesse momento, alguns atletas puxam o coro de "mito", apelido dado pelos apoiadores do presidente. Tite não aparece nas imagens.