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Procuradores trocaram mensagens sobre Flávio Bolsonaro, afirma site

Procuradores trocaram mensagens sobre Flávio Bolsonaro, afirma site

Haveria o receio de pressão política contra a investigação por parte de Jair Bolsonaro

Publicado em 22 de julho de 2019 às 12:01

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Procuradores trocaram mensagens sobre Flávio Bolsonaro, afirma site. (Tânia Rêgo/Agência Brasil | Arquivo)

Coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol manifestou em supostas mensagens dúvidas sobre qual poderia ser a postura do ex-juiz Sérgio Moro em relação à investigação que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Segundo essas mensagens, haveria o receio de pressão política contra a investigação por parte de Jair Bolsonaro, então recém-eleito para o Palácio do Planalto.

As supostas mensagens trocadas entre membros da Lava Jato foram publicadas no domingo (21), pelo site The Intercept Brasil. O site afirma ter obtido o material de uma fonte anônima, incluindo mensagens privadas e de grupos da força-tarefa por meio do aplicativo Telegram.

Tanto Dallagnol quanto Moro, nomeado por Bolsonaro para ocupar o Ministério da Justiça, negam a autenticidade dos diálogos e a existência de irregularidades na relação entre eles durante as investigações da Lava Jato em Curitiba.

Um dos filhos de Bolsonaro, Flávio é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por movimentações financeiras consideradas atípicas suas e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz. A identificação das contas foi feita pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), como revelou o jornal O Estado de S. Paulo.

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O site faz referência a mensagens que teriam sido trocadas entre dezembro e janeiro passado. No material publicado também aparece a avaliação de procuradores da República de que seria forte a possibilidade de Flávio ser implicado no caso, uma vez que existiram provas de um esquema para desviar salários de servidores quando o atual senador ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A defesa de Flávio Bolsonaro nega a existência de crime e afirma que houve a quebra de sigilo bancário e fiscal sem autorização prévia da Justiça.

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