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Acusados por esquema de propina em Presidente Kennedy deixam a prisão

Eles são ligados à empresa acusada de pagar dinheiro sujo à cúpula da prefeitura, no Sul do Espírito Santo, em troca de vantagens

Agente do Gaeco deixa casa da prefeita de Presidente Kennedy com material apreendido na Operação Rubi
Agente do Gaeco deixa casa da prefeita de Presidente Kennedy com material apreendido na Operação Rubi
Foto: Geizy Gomes

Duas pessoas presas em maio na Operação Rubi - que apura fraude em contratos em troca de pagamento de propinas a agentes políticos no interior do Estado do Espírito Santo - tiveram decisões judiciais favoráveis. Uma deixou a prisão no final de julho. A outra saiu nesta sexta-feira (09).

Contador da empresa Limpeza Urbana, Isaías Pacheco do Espírito Santo deixou o presídio em 26 de julho. A informação foi confirmada pela Secretaria estadual de Justiça (Sejus) nesta sexta. Ele é apontado pelo Ministério Público Estadual (MPES) como homem de confiança do dono da empresa e responsável pelo aval a pagamentos ilícitos. 

A Limpeza Urbana é comandada por Marcelo Marcondes. A operação foi deflagrada quando ele levava R$ 33 mil em espécie à casa onde vivem a prefeita afastada de Presidente Kennedy, Amanda Quinta (sem partido), e o companheiro dela, o ex-secretário de Desenvolvimento da cidade, José Augusto de Paiva. Marcondes fechou acordo de delação premiada e saiu da cadeia. O casal segue preso.

Cristiano Graça Souto deixou a prisão nesta sexta-feira (09). É que, em decisão da última quarta-feira (07), o desembargador Fernando Zardini, relator da operação no Tribunal de Justiça do Estado (TJES), determinou a expedição do alvará de soltura para Cristiano. O acusado apareceu como sócio formal da Limpeza Urbana, embora fosse o motorista da empresa.

Cristiano tem colaborado com as investigações do MPES. O órgão entendeu que a prisão dele não é mais necessária por não haver riscos à ordem pública ou à instrução criminal. Contudo, até a manhã desta sexta-feira, ele permanecia no Centro de Detenção Provisória de Viana 2.

"Partindo-se do que afirmado pelo Ministério Público no atual requerimento, não remanescem presentes os requisitos da prisão preventiva, sendo cabível a liberdade mediante a imposição de medidas cautelares. Os depoimentos prestados pelo denunciado demonstram boa-fé e disposição em cooperar com as apurações", afirmou Zardini, na decisão.

Tanto Cristiano quanto Isaías serão monitorados por tornozeleira eletrônica.

O detalhamento da denúncia criminal foi publicado em primeira mão pelo Gazeta Online, em junho. Os investigadores colheram indícios de que o pagamento de propina acontecia até dentro da prefeitura de Kennedy. "Os denunciados se organizaram com estabilidade, permanência e estruturação financeira com o fim específico de lesão aos cofres públicos do município de Presidente Kennedy e favorecimento à sociedade empresária Limpeza Urbana Serviços LTDA", escreveu o procurador Josemar Moreira.

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