Notícia

No ES, Joice Hasselmann diz que governo vai manter Moro na Justiça

Líder do governo no Congresso, a deputada federal afirmou que não há nenhum elemento que mostre que Sergio Moro, que comanda o Ministério da Justiça, está em risco

Joice Hasselmann é líder do governo Bolsonaro no Congresso
Joice Hasselmann é líder do governo Bolsonaro no Congresso
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

"É claro que o governo vai manter o ministro da Justiça exatamente onde está. Há muito burburinho para pouca coisa." A declaração é da líder do governo Bolsonaro no Congresso Nacional, Joice Hasselmann (PSL-SP), que esteve em evento, neste sábado (24), em Pedra Azul, no Espírito Santo. 

Ao Jornal Nacional, da TV Globo, a deputada federal afirmou que não há nenhum elemento que mostre que Sergio Moro, que comanda a pasta da Justiça, está em risco. "Não há nada que seja objetivo, que signifique um risco para a permanência do ministro Sergio Moro. Isso parece a história da mula sem cabeça, ninguém nunca viu, isso não existe", disse.

> No ES, Doria cobra respeito a Sergio Moro, sob fritura no governo

Para a parlamentar, não houve mudança de postura do presidente, que afirmou que o ministro teria "carta branca" para montar a equipe dele. "Não há uma mudança de postura. Nós temos que entender que o presidente da República, o chefe máximo do Executivo deste país, é quem é o detentor de todos os cargos. Então temos que partir da premissa que os ministérios pertencem ao presidente, ele pode indicar."

Joice garantiu ainda que o combate à corrupção não será abalado. "Não há possibilidade. Até porque o governo não é feito de uma pessoa só. Tem o presidente da República, tem o Congresso com uma base aliada e há ministros trabalhando nisso. Então não há possibilidade de o presidente da República interferir no combate à corrupção", afirmou.

> Em Vitória, governadores elogiam liderança de Rodrigo Maia

ENTENDA

A recente interferência na Polícia Federal é apontada internamente como a mais emblemática da falta de poder do ex-juiz no cargo atual, mas episódios com teor semelhante se acumularam ao longo de mais de oito meses do governo Bolsonaro.

Além da interferência na PF, Bolsonaro enfrentou críticas nos últimos dias por mudanças na Receita Federal e no Coaf – órgão de inteligência financeira que passou para a alçada do Banco Central, com alteração de nome e a saída de um aliado de Moro do comando.

Neste sábado, Bolsonaro afirmou que todos os ministros têm ingerência dele. "Eu tenho poder de veto em qualquer coisa, senão eu não seria presidente. Todos os ministros têm ingerência minha. Eu fui eleito para mudar."

> Aliados de Moro aconselham saída do governo

Ver comentários