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Witzel volta a defender atiradores de elite para matar traficantes

Governador do Rio de Janeiro está no Espírito Santo e participou de evento com entidades de policiais militares e bombeiros

Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro
Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro
Foto: Eduardo Dias

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou que está guardando uma decisão do Supremo Tribunal Federal para colocar em funcionamento, no Rio de Janeiro, a utilização de atiradores de elite para abater criminosos que estiverem portando fuzis na rua. O governador falou sobre o tema na manhã desta sexta-feira (23), no Espírito Santo, durante palestra em um evento de entidades de policiais militares e bombeiros.

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Witzel afirmou que a utilização de atiradores de elite é necessária para que a polícia faça operações em áreas dominadas pelo crime organizado. Segundo ele, é preciso vencer a ideia de que a polícia não pode atirar em criminosos.

"O meu papel como governador não é mandar atirar. Se não precisar atirar e conseguir prender o agressor, a polícia vai fazer isso. O que nós precisamos é vencer a ideia de que a polícia, em hipótese nenhuma, pode atirar", opinou Witzel.

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PRESÍDIO ESPECÍFICO

O governador também afirmou que o Rio de Janeiro terá um local específico para membros que queiram abandonar grupos criminosos e se entregar à polícia.

"Nós precisamos desenvolver alguns protocolos de operações especiais para poder melhor trabalhar com as comunidades, avançar no terreno contra essas instituições, prender e aqueles que não se renderem têm que ser definitivamente abatidos. É preciso que tenha uma política para aqueles que querem se entregar. Podem fazer delação premiada, vão ficar em uma penitenciária especial, para se entregar a abandonar definitivamente o fuzil", disse o governador.

SEGURANÇA NAS FRONTEIRAS

Em relação às investigações para combater a circulação de drogas e armas no estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel declarou que o país precisa reforçar o controle do acesso de mercadorias nas fronteiras com outros países.

"Medidas até internacional precisam ser tomadas diante de países que hoje têm problema com o tráfico. As fronteiras com o Paraguai, com a Bolívia, com o Peru, com a Colômbia. Vamos ter que conversar internacionalmente. Já conversei com o presidente Bolsonaro sobre a minha preocupação, ele também está preocupado com isso", disse.

O governador Wilson Witzel permanece no Espírito Santo até este sábado, para participar também de um encontro com governadores das regiões Sul e Sudeste.