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Apoiadores de Bolsonaro pedem assinaturas para projeto que anistia PMs

Durante evento com Bolsonaro em Vitória, correligionários pediram apoio para projeto de lei de iniciativa popular que benefícia policiais militares

Bolsonaro é carregado no colo na chegada a Vitória
Bolsonaro é carregado no colo na chegada a Vitória
Foto: Fernando Madeira

Apoiadores do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) aproveitam o evento do presidenciável na noite desta terça-feira (31), em Vitória, para recolher assinaturas para propor um projeto de lei popular de anistia aos policiais militares que participaram da greve, em fevereiro de 2017. As firmas estão sendo recolhidas logo na entrada do evento, realizado no ginásio do Álvares Cabral. 

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Bolsonaro está em Vitória para participar de evento em apoio ao pré-candidato do PSL ao governo do Estado, tenente-coronel Carlos Alberto Foresti, que foi expulso da PM capixaba por envolvimento na greve.

O capitão da reserva do Exército foi questionado na última segunda-feira (31), durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, sobre sua influência na greve dos policiais militares no Espírito Santo, em fevereiro de 2017. O jornalista Leonêncio Nossa, do Estadão, o acusou de ter apoiado o movimento paredista, algo que Bolsonaro negou.

Na entrevista, o presidenciável afirmou que nunca disse que "os militares tinham que permanecer nos quartéis". Bolsonaro contou que é amigo do ex-deputado federal Capitão Assumção, que foi preso após ser apontado como um dos suspeitos de iniciar a greve nos quartéis, mas que não teve contato com ele e nem o influenciou a manter a paralisação.

"Me mostra eu dizendo que eles (policiais) tinham que permanecer nos quartéis. Não existe esse vídeo. O capitão Assumção foi meu amigo enquanto parlamentar. Não sei a condição dele e o que estava fazendo lá. Eu não tive qualquer contato. O capitão é extremamente responsável pelo o que ele faz. Nunca participei de greve, motim ou amotinagem. Não defendi em redes sociais, não procede”, disse o deputado em resposta a Nossa.

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