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Bolsonaro amplia liderança e chega a 26% das intenções de voto

Após atentado, candidato do PSL lidera corrida presidencial nas eleições 2018; Ciro, Marina, Alckmin e Haddad estão empatados em segundo lugar dentro da margem de erro

Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckimim (PSDB), Marina Silva (REDE), Jair Balsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meireles (MDB) e Ciro Gomes (PDT)  no primeiro debate entre candidatos à presidência
Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckimim (PSDB), Marina Silva (REDE), Jair Balsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meireles (MDB) e Ciro Gomes (PDT) no primeiro debate entre candidatos à presidência
Foto: AP Foto/THIAGO BERNARDES

Jair Bolsonaro (PSL) subiu quatro pontos porcentuais na primeira pesquisa nacional do Ibope feita depois de o candidato ter sido esfaqueado em um ato de campanha. Ele tem agora 26% das intenções de voto. Disputam o segundo lugar, embolados, Ciro Gomes (PDT, 11%), Marina Silva (Rede, 9%), Geraldo Alckmin (PSDB, 9%) e Fernando Haddad (PT, 8%).

Na pesquisa divulgada há uma semana, antes do ataque, Bolsonaro tinha 22% das preferências. Ele foi ferido na quinta-feira passada, enquanto participava de uma agenda eleitoral em Juiz de Fora (MG). Os entrevistadores do Ibope foram a campo entre o sábado e a segunda-feira, período que coincidiu com um aumento expressivo da exposição do candidato do PSL nos meios de comunicação.

Na pesquisa espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista com os nomes dos candidatos, Bolsonaro subiu seis pontos porcentuais, de 17% para 23%.

Além do crescimento das intenções de voto, ele teve um recuo na taxa de rejeição. A parcela do eleitorado que não votaria de jeito nenhum em Bolsonaro passou de 44% para 41%. O candidato do PSL continua, porém, líder disparado no ranking dos candidatos rejeitados.

Nesse quesito, a taxa de Marina oscilou dois pontos para baixo, de 26% para 24%. A rejeição a Ciro caiu três pontos, de 20% para 17%. Haddad se manteve em 23%. A taxa de Alckmin teve queda de três pontos porcentuais, de 22% para 19%.

O levantamento captou os efeitos de pouco mais de uma semana de exibição do horário eleitoral gratuito. Apesar de ser o detentor de quase metade do tempo de propaganda no rádio e na TV, Alckmin não cresceu em relação à pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada em 5 de setembro, permanecendo com 9%. No mesmo período, Ciro oscilou um ponto porcentual para baixo, de 12% para 11%. Marina teve queda de três pontos, de 12% para 9%.

Anunciado nesta terça-feira (11), como substituto de Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Operação Lava Jato – na chapa presidencial do PT, Haddad oscilou dois pontos para cima, de 6% para 8%. O petista apresenta tendência de crescimento, já que tinha apenas 4% na primeira pesquisa da série.

Alvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) alcançaram o mesmo resultado: 3%. Cabo Daciolo (Patriota) e Vera Lúcia (PSTU) ficaram com 1%, e Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram.

A taxa de votos brancos ou nulos apresenta tendência de queda. Era de 29% no levantamento de 20 de agosto, passou para 21% no início de setembro e agora chegou a 19%. Os indecisos são 7%.

AS SIMULAÇÕES DE SEGUNDO TURNO

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Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ABR

O Ibope registrou uma série de empates técnicos nas simulações de segundo turno em que Bolsonaro disputa com qualquer um de seus principais adversários. Contra Haddad, o placar pró-Bolsonaro seria de 40% a 36% – um empate no limite da margem de erro, o que significa que são muito maiores as probabilidades de o candidato do PSL estar à frente. Um embate entre Ciro e Bolsonaro terminaria em 40% a 37% se as eleições fossem hoje – um empate praticamente no limite da margem, com maiores chances de vitória do ex-ministro e ex-governador do Ceará.

> Presidenciáveis falam sobre oficialização de Haddad como candidato

Apesar de não ser mais candidato, Lula – que cumpre prisão em Curitiba desde abril pela condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP) – ainda foi citado por 15% dos eleitores na pesquisa espontânea, uma queda de sete pontos em comparação ao dia 5 de setembro. Nessa modalidade, Ciro aparece com 5%, Haddad tem 4%, Alckmin, 4% e Marina, 3%.

Anteontem, pesquisa divulgada pelo Ibope sobre a disputa eleitoral em São Paulo mostrou que, entre os paulistas, o ataque a Bolsonaro não provocou alterações significativas na corrida presidencial. No Estado, o candidato do PSL apenas oscilou de 22% para 23% na comparação entre os levantamentos divulgados nos dias 20 de agosto e 10 de setembro.

Ibope ouviu 2.002 eleitores em todo o País

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 145 municípios de todo o País. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi feito sob o protocolo BR 05221/2018. A pesquisa foi custeada pelo próprio Ibope

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