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Bolsonaro reinicia sessões de fisioterapia na UTI

Candidato continua recebendo analgésicos e não apresenta sinais de infecção

Bolsonaro na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora fazendo "joinha" com o polegar direito
Bolsonaro na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora fazendo "joinha" com o polegar direito
Foto: Reprodução/Facebook

Dois dias depois da segunda cirurgia a que foi submetido, o candidato a Presidencia pelo PSL, Jair Bolsonaro, reiniciará nesta sexta-feira as sessões de fisioterapia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em condições clínicas estáveis e sem complicações no período pós-operatório, segundo o boletim médico divulgado nesta manhã. O deputado está afastado dos atos de campanha nas ruas desde 6 de abril, quando sofreu um ataque a faca em Minas Gerais.

Diz o boletim médico que o deputado "continua recebendo analgésicos para controle da dor, afebril e sem outros sinais de infecção. Durante o dia de hoje reiniciará fisioterapia – caminhada e exercícios respiratórios", diz o documento, lembrando ainda que ele continua em jejum oral e alimentação parenteral exclusiva.

A nota é assinada pelo cirurgião Antônio Luiz Macedo, pelo clínico e cardiologista Leandro Echenique, e por Miguel Cendoroglo, diretor superintendente do Albert Einstein.

COMPLICAÇÕES FORÇAM MUDANÇA DE ESTRATÉGIA

Com Bolsonaro hospitalizado, campanha lança vídeos para reforçar candidatura
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Foto: Reprodução

Os auxiliares mais próximos do candidato já descartam a hipótese de ele ser liberado para qualquer ato de campanha nas ruas antes do dia da votação no primeiro turno, em 7 de outubro. Complicações na recuperação de Bolsonaro, que na noite de quarta-feira foi submetido a uma cirurgia de emergência para desobstruir o intestino, estão dificultando até mesmo sua comunicação com os assessores mais próximos.

Em entrevista à Rádio 97,1 FM, seu filho Flávio Boslonaro revelou que os médicos recomendaram que Bolsonaro evite até mesmo falar, para diminuir o acúmulo de gases na região do abdômem. Por causa disso, parentes e assessores mais próximos tiveram de adiar os planos de fazer transmissões ao vivo, pelas redes sociais, com Bolsonaro falando diretamente aos eleitores desde o hospital.

- Ele não está conseguindo nem falar direito ainda, então não pode ir pra internet pra fazer transmissão ao vivo, conversar com todo mundo. A orientação médica é que nem fale, porque quando fala acumula gases e pode ocasionar mais dor ainda - explicou Flávio.

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