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Indicado candidato, Haddad deve evitar ataque a adversários

Presidenciável apostará em vínculo com Lula para crescer nas pesquisas

O ex-prefeito Fernando Haddad após visitar o ex-presidente Lula (PT) na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba
O ex-prefeito Fernando Haddad após visitar o ex-presidente Lula (PT) na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba
Foto: Giuliano Gomes/PR Press/AE - 02/09/2018

Apesar de já ter sido alvo dos adversários no dia em que foi enfim indicado candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad não deve rebater os ataques. O plano da campanha é apostar todas as fichas na vinculação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nas comparações entre o governo Michel Temer e as gestões petistas.

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Mesmo com relação a Ciro Gomes (PDT), potencial rival na luta pela vaga no segundo turno, a ordem é evitar o confronto. Integrantes da campanha dizem que a disposição, no momento, é deixar o pedetista "falando sozinho".

O agora candidato do PT tem uma motivação extra para poupar Ciro: seus eleitores podem ser fundamentais em um eventual segundo turno de Haddad contra Jair Bolsonaro (PSL). Além disso, os candidatos do PT e do PDT mantém uma boa relação e, no início do ano, tiveram alguns encontros em busca de um entendimento entre os dois partidos para a eleição.

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O estilo suave com relação aos adversários pode ajudar a passar aos eleitores, em um segundo turno com Bolsonaro, a imagem de que Haddad é um candidato moderado e conciliador.

Os petistas acreditam que a vinculação com Lula será suficiente para promover a transferência de votos entre o padrinho e o afiliado político. A campanha deve propagar a atuação de Haddad como ministro da Educação e parceiro do ex-presidente na implantação de programas como o Prouni.

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