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Médico é preso suspeito de fraudar ponto eletrônico em Piúma

Após a prisão, foi arbitrada fiança de quase R$ 50 mil; o médico pagou e foi liberado

O médico foi liberado após pagar fiança de 50 salários mínimos
O médico foi liberado após pagar fiança de 50 salários mínimos
Foto: Facebook

Um médico foi preso na tarde desta terça-feira (14) em Piúma, Litoral Sul do Espírito Santo, suspeito de alterar o cartão de ponto para não cumprir o horário de trabalho na rede municipal de saúde. Pelo menos outros dois servidores são investigados. 

O prefeito de Piúma, José Ricardo Pereira da Costa, informou que a fraude foi descoberta há um mês, quando uma funcionária foi bater o ponto para retornar do horário de almoço. O médico neurologista Bruno da Silva Távora atuava como clínico geral na Unidade Básica de Saúde Vitório Bossato, localizada no bairro Tamarino.

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“Ela foi fazer o registro de ponto digital e notou, ao retornar do horário de almoço, que o intervalo de tempo entre a saída dela e o retorno era muito curto. Ela ficou preocupada e procurou a Secretaria de Administração e o Recursos Humanos. O técnico foi olhar e verificou que os horários da máquina estavam sendo adulterados. Se eram 16 horas, por exemplo, alguém estava conseguindo mudar o horário para 13h, e depois voltava ao horário certo", contou o prefeito.

Ricardo ainda disse que, na época, a administração procurou a Polícia Civil, que iniciou as investigações. “Eles também constaram que a máquina estava adulterada. Bruno está na prefeitura há aproximadamente cinco anos, mas, ultimamente, atuava pelo Programa Mais Médico do Governo Federal”.

Um procedimento administrativo vai ser instaurado pela prefeitura. Envolvidos no esquema podem perder os cargos. “Vamos abrir um procedimento administrativo. No primeiro momento será uma sindicância de confirmação do envolvimento de outros funcionários, que também serão investigados. Vamos aplicar algum tipo de pena e depois um procedimento disciplinar”, finalizou.

FIANÇA DE QUASE R$ 50 MIL

Por meio de nota, a Polícia Civil confirmou que a prisão ocorreu após denúncia de que o médico alterava o sistema de controle de horário da prefeitura. E ainda que Bruno foi autuado no Art. 313-A. (Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano).

Foi arbitrada a fiança de 50 salários mínimos (R$ 47,7 mil). O médico pagou o valor e foi liberado.

A reportagem tentou o contato de Bruno da Silva Távora, mas não conseguiu.

 

 

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