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"Está bem", celebra esposa de homem que passou por transplante duplo

"Ele sempre falava que iria passar o Natal transplantado em casa. Ele tinha muita convicção", contou a mulher de Oséias Almeida Caetano

Oséias segue internado no Hospital Meridional, em Cariacica
Oséias segue internado no Hospital Meridional, em Cariacica
Foto: Marcos Fernandez

O homem de 56 anos que passou por um transplante duplo inédito de rim e fígado está bem. Ele permanece internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Meridional, em Cariacica, desde a última sexta-feira (06). O transplante duplo de órgãos foi o primeiro realizado no Espírito Santo. 

Oséias Almeida Caetano mora em Cachoeiro de Itapemirim com a família. O problema nos rins surgiu no ano de 2000 e há três anos ele fazia hemodiálise na Santa Casa de Misericórdia do município. Já no fígado, ele descobriu há dois anos que estava com cirrose. Por causa da gravidade das doenças, a equipe médica optou por fazer o transplante duplo. Ele estava há dois meses na fila.

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A esposa de Oséias, a dona de casa, Regina Lúcia Guimarães Caetano, 53 anos, contou que foram surpreendidos com a rapidez da notícia que o transplante seria realizado. “A gente sabe que é difícil, era a espera de um milagre, mas ele tinha muita confiança e fé em Deus e sempre falava que iria passar o Natal transplantado em casa. Ele tinha muita convicção, muita fé. Na quinta recebemos a ligação de Vitória. Ela pediu para falar com ele e até pensei que era de uma operadora de celular, mas era a Renata do Meridional. Ela falava e ele começou a chorar, sentou e passou o telefone para mim”, contou.

O transplante começou às 19h30 da última quinta-feira (30) e terminou às 5h de sexta-feira (31). “Durante todo o tempo eu fiquei no pronto socorro pedindo a Deus para abençoar a equipe. Às 2h40 passou a médica da equipe do figado e me disse que tinha dado tudo certo e depois entrou a equipe dos rins e disse que mais 2h30 terminava e foi ate 5h da manhã”, disse.

Oseias permanece internado na Unidade de Tratamento Intensivo, mas está bem, de acordo com Regina. “Eu primeiro agradeço a Deus, pois sem Deus a gente não consegue nada. Eu agradeço de coração à família que teve esse ato de amor de doar os órgãos da pessoa que partiu. É triste para eles, mas pra mim trouxe alegria. Que Deus recompense essa família com muitas bençãos e vitória. Porque foi um ato de amor doar os órgãos”, revelou.

Além de Oséias, o doador ainda pôde salvar a vida de uma pessoa moradora da Grande Vitória, que também estava na fila à espera de um rim. Após processadas, as duas córneas poderão ajudar mais duas pessoas a recuperar a qualidade da visão.

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