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Ministério Público denuncia empresários do ramo farmacêutico no ES

Denunciados são investigados na Operação Panaceia, que apura associação criminosa suspeita de atuar na distribuição e venda de medicamentos sem emissão de notas fiscais

Foto: Divulgação | MPES

Dez investigados na Operação Panaceia, que apura associação criminosa suspeita de atuar na distribuição e venda de medicamentos sem emissão de notas fiscais ou com emissão de notas inidôneas em Cachoeiro de Itapemirim, foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) nesta terça-feira (04).

Os denunciados, segundo a investigação, são empresários ligados a várias farmácias no município. A operação foi deflagrada em junho de 2018 por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Sul) e da Promotoria de Justiça Criminal de Cachoeiro de Itapemirim. Na data, grande quantidade de medicamentos foi apreendida sem nota e com origem desconhecida. 

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Na primeira denúncia, três investigados foram denunciados, um deles está incluído em nova denúncia. A primeira fase da operação foi deflagrada e foram cumpridos, no total, cinco mandados de prisão. Já na segunda etapa, no dia 4 de julho, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão.

Os denunciados se organizavam em uma associação criminosa, com divisão de tarefas, com o objetivo de obter vantagem financeira, comercializando medicamentos que deveriam saber se tratar de produto de crime. As investigações, que começaram em junho de 2015, apuram fraude fiscal superior a R$ 100 milhões.

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