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Sem inseticida para fumacê no ES, Cachoeiro contrata serviço particular

Em Cachoeiro já passam de 5 mil casos notificados de dengue e 3.080 confirmados.

Falta inseticida para fumacê no Estado e Cachoeiro compra por contra própria
Falta inseticida para fumacê no Estado e Cachoeiro compra por contra própria
Foto: Divulgação PMCI

Um trabalho muito importante para combater o mosquito da dengue é o uso de veículos fumacê. Em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, são cinco motos utilizadas para percorrer os bairros e distritos da cidade, com o objetivo de controlar a quantidade dos mosquitos numa região.

O produto utilizado está em falta no Estado, desde março deste ano. Segundo o coordenador da Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), Roberto Laperriere Jr, a aquisição e distribuição de inseticidas para os Programas de Arboviroses é de responsabilidade do Ministério da Saúde e ainda não tem previsão para que o produto chegue ao Estado. “O produto é importado, então leva um certo tempo pra chegar ao país. O prazo era de 60 dias, está vencendo por agora, mas ainda não temos o posicionamento sobre a chegada do produto.”

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Com a falta do produto, a prefeitura de Cachoeiro contratou uma empresa que usa um inseticida similar, que também é autorizado pelo ministério da saúde para não parar com o serviço de motofumacê.

O Fábio Gava, gerente da Vigilância Ambiental de Cachoeiro, disse que terá uma reunião com a Sesa para verificar a compra do produto. “Nós vamos ter uma reunião sobre isso e esperamos ter boas notícias em relação a essa ajuda que vem do Estado.”

A dona de casa Mariza Corrêa é uma das cachoeirenses que tem muito medo de pegar dengue. “A gente usa repelente, coloquei tela nas janelas de casa e fecho a casa mais cedo porque está dando muito mosquito.”

Os números de casos de dengue pelo estado já passam de quarenta mil notificações e só em Cachoeiro de Itapemirim, já passam de 5 mil notificados e 3.080 confirmados.

De acordo com a secretaria municipal de Saúde, os números só não são piores por causa do combate intenso ao mosquito da dengue. “A vigilância está fazendo o trabalho de casa em casa com os agentes de endemias, principalmente os bairros que tem números mais elevados”, completa Fábio.

O contrato que a prefeitura tem com a empresa fornecedora do inseticida vence em setembro deste ano. Enquanto isso, a prefeitura continua contando com o apoio dos moradores para ajudar a acabar com os locais que podem servir de criadores do mosquito.

 

 

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