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Justiça mantém prisão preventiva de secretária de Piúma

Ela, o marido e uma funcionária foram presos no dia 13 de agosto acusados de vender diplomas e certificados falsos. Isabel Fernanda Scherrer Rocha é a única envolvida ainda presa

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Justiça manteve a prisão preventiva da Secretária de Educação de Piúma, Isabel Fernanda Scherrer Rocha. Ela, o marido e uma funcionária foram presos no dia 13 de agosto acusados de vender diplomas e certificados falsos em uma empresa de propriedade da secretária. Isabel é a única envolvida no caso que permanece presa.

A decisão em manter a prisão da secretária foi determinada nesta quarta-feira (11) pelo juiz da Comarca de Piúma, Diego Ramirez Grigio Silva. O magistrado afirma que não houve alteração substancial nos autos que justificasse a soltura da denunciada. Ele compreende ainda que a liberdade de Fernanda pode oferecer perigo devido à gravidade da maneira em que os acusados operavam na venda dos certificados e na reiteração criminosa, considerando que ela exerce o cargo de Secretária Municipal de Educação.

Na decisão, o juiz da Comarca de Piúma assegura que há elementos que indicam de que a Fernanda integra organização criminosa especializada em vendas de diplomas falsificados.

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O advogado da secretária de Piúma, José Pereres, lamentou a decisão do juiz. “Vamos recorrer da decisão, que representa um arbítrio judicial. Resvala para um lado de Estado policialístico, em que deixa de aplicar a regra, que é a liberdade, para se decretar a prisão de uma pessoa que nem foi condenada”, disse a defesa.

A secretária permanece presa no Centro Prisional de Cachoeiro de Itapemirim. Isabel Fernanda é professora, pedagoga, concursada no município e ocupa a chefia da pasta de Educação desde 2017. Segundo o Portal da Transparência, ela ainda permanece no ativa no quadro de servidores.

ENTENDA O CASO

Além de Isabel, duas pessoas foram presas no dia 13 de agosto pelas mesmas acusações envolvendo diplomas falsos: Carlos Antônio Castro e Ricarda dos Santos Souza. Os dois, segundo a polícia, trabalham em uma instituição de pesquisas e cursos educacionais de Piúma, de propriedade da secretária de Educação. As prisões foram realizadas em flagrante. A investigação ocorria há algum tempo, após denúncias.

Inicialmente a polícia arbitrou uma fiança de R$ 90 mil aos três envolvidos. Após recurso da defesa, o valor foi reduzido a metade para a secretária e o marido, Carlos Antônio Castro. Já a funcionária foi afiançada o valor de um salário mínimo. Carlos deu um imóvel de garantia para pagar a fiança de R$ 45 mil.

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