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Agente acusado de tráfico dá curso no Iases

O Iases, ao ser questionado, informa que desconhece a acusação. O processo tramita desde 2013 na 7ª Criminal de Vila Velha e tem como autor o Ministério Público contra o agente

Publicado em 26/07/2019 às 20h38

Aline Nunes - interina

Unidade do Iases: agentes de segurança passaram por curso de formação para usar armas não letais . Crédito: Gabriel Lordêllo/Arquivo
Unidade do Iases: agentes de segurança passaram por curso de formação para usar armas não letais . Crédito: Gabriel Lordêllo/Arquivo

O Iases promoveu há duas semanas curso para os profissionais que atuam nas unidades de internação de menores infratores, e um dos instrutores é um agente que responde a processo por tráfico e uso de drogas.

Mais segurança

O curso de formação em Tecnologia Não Letal, segundo o Iases, tem a finalidade de fortalecer a segurança das unidades, dispensando o uso de força física em situações extremas.

Referência

Houve aulas de primeiros-socorros, gerenciamento de crise e Direitos Humanos. Mas como fortalecer a segurança usando profissional com acusação tão grave?

Não sabe de nada

O Iases, ao ser questionado, informa que desconhece a acusação. O processo tramita desde 2013 na 7ª Criminal de Vila Velha e tem como autor o Ministério Público contra o agente.

Professores em crise

A saúde mental dos educadores da rede municipal de Vitória está abalada. Nos últimos três anos, tem crescido o número de afastamentos por transtornos emocionais e psiquiátricos.

 20% de aumento

Em 2016, foram 774 licenças concedidas em decorrência de problemas mentais. No ano passado, saltou para 932. Os dados foram repassados pela prefeitura à Câmara.

Senso de oportunidade

Com o cenário nacional permeado de denúncias de invasão de celulares, a deputada Lauriete apresentou projeto para aumentar o rigor na legislação atual, tornando o crime inafiançável.

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MINIENTREVISTA

“Cumprimos papel estratégico no desenvolvimento do país”

Com o orçamento sendo reduzido ano a ano, desde 2014, a Ufes tem buscado equilibrar receita e despesa, mas é difícil fechar a conta. Em 2019, o impacto é ainda maior com os cortes feitos pelo MEC que, agora, anuncia o projeto Future-se como solução, porém sem discuti-lo com as universidades. O reitor Reinaldo Centoducatte, nesta entrevista, avalia a proposta e os desafios da Educação no país.

O que o senhor acha do Future-se?

Criamos um grupo de trabalho para analisar a proposta, observando os dispositivos constitucionais que resguardam a autonomia universitária e os desdobramentos que a adesão ao projeto pode trazer e que ainda não estão claros e precisam ser conhecidos. Qualquer decisão da Ufes será amplamente discutida com a comunidade universitária e submetida ao Conselho Universitário.

Como o Teto de Gastos impacta no funcionamento da Ufes?

Impacta diretamente e de forma avassaladora. A Emenda Constitucional 95 impacta fortemente a qualidade dos serviços públicos, congelando por 20 anos as despesas primárias do orçamento público, o que impede ou reduz o crescimento real das despesas de custeio e investimentos. No caso das universidades, a cada ano o orçamento fica menor. Os recursos destinados ao funcionamento da universidade vão sendo reduzidos, ao passo que os custos para a manutenção da instituição aumentam. Com isso, vamos perdendo as condições de crescer e mesmo de manter nossas atividades básicas e sua infraestrutura.

Qual o caminho para as universidades saírem da crise?

Uma das sugestões é a revogação da Emenda Constitucional 95, que instituiu a política do teto dos gastos. Mas entendemos que é fundamental trabalhar a política de crescimento do país. O PIB do país tem que crescer para que as instituições possam crescer também.

O que o senhor destaca como valor da universidade pública?

Não há, no Brasil, um sistema de formação de recursos humanos, produção de conhecimento, desenvolvimento tecnológico, prestação de serviços à sociedade e promoção da cidadania comparável ao sistema público de universidades federais. Nelas estão concentradas 90% das pesquisas de ponta produzidas no país. Isso mostra nossa elevada produção acadêmica e o compromisso com a educação de qualidade e com o desenvolvimento científico e tecnológico dessas instituições. As universidades federais cumprem um papel estratégico para o desenvolvimento do país.

Como o senhor pretende deixar a universidade para o seu sucessor?

Faremos tudo para deixar a Ufes organizada e equilibrada financeiramente, apesar da crise que estamos vivendo.

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