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A força dos pequenos

É preciso facilitar a situação das micro e pequenas empresas, que tanto têm contribuído para a retomada do emprego

Estimular o empreendedorismo é estimular a atividade econômica. Se houve algum alívio nos números do desemprego, o mérito é em grande parte das micro e pequenas empresas: no Estado elas são responsáveis pela geração de 60% das vagas. Uma expressividade que merece atenção e incentivos.

Em todo o país, os pequenos negócios vêm sustentando pelo sexto mês consecutivo o mercado formal de trabalho, sendo que em setembro foram abertos mais de 51,2 mil postos. Por outro lado, as médias e grandes empresas fecharam mais de 16,1 mil vagas.

4 mil vagas

É quanto o setor de comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios deve abrir até o fim de dezembro

Esses negócios, apesar de menores, têm relevância para a economia. Não podem, de forma alguma, ser desprezados. Carecem, constantemente, de políticas públicas desburocratizantes. A crise só não foi pior porque aqueles que perderam seus empregos nesse contexto resolveram partir para um empreendimento próprio. Vagas foram e ainda são criadas, propiciando um ambiente de crescimento econômico. Mas é preciso avançar.

Medidas a serem implantadas beneficiam essas organizações, com carga de impostos reduzida. A modernização do Simples Nacional é imprescindível para que micro e pequenas empresas consigam crescer cada vez mais, sem entraves. Em determinadas circunstâncias, é questão de sobrevivência.

Na esteira do sufoco causado pela crise econômica, a renegociação das dívidas é vital para esse setor. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 171/2015 aumenta o parcelamento das dívidas tributárias para até 180 meses. Espera-se que seja votado em breve, para garantir fôlego extra às cerca de 600 mil micro e pequenas empresas do país. Com um papel tão determinante na retomada do emprego, essas empresas não podem ser abandonadas à própria sorte.

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