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Empresas se reciclam para atender mercado e crescem em cenário apático

A superação das empresas é assunto que ganha força no atual conjuntura

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Foto: Reprodução

O PIB do Espírito Santo cresceu 2,4% em 2018, mais do que o dobro do nacional, 1,1%. O resultado capixaba exprime a aptidão da iniciativa privada local, em diferentes ramos, para vencer adversidades. Na verdade, para se reciclar, muitas vezes até se reinventar para aproveitar oportunidades, entendendo que é preciso estar preparada para mudanças de mercado – que sempre trazem novos desafios.

A superação das empresas é assunto que ganha força no atual conjuntura. Apesar do fraco desempenho da economia no primeiro trimestre, refletindo incertezas sobre a reforma da Previdência, muitos empreendimentos no Espírito Santo e em outros Estados seguem expandindo seu horizonte de vendas.

A luta de cada empresa para permanecer viva e atuante não é restrita a si mesma. Diz respeito à saúde do sistema econômico. O mercado forte interessa a todos, e a iniciativa privada é o grande motor do crescimento, do emprego e da renda. Então, é quem sustenta a arrecadação tributária, ou seja, o Estado.

No Brasil, os governos acumulam erros cruciais de política econômica. Em consequência, têm criado sérios obstáculos ao funcionamento das empresas e da economia. Entre 2014 a 2016 o Brasil sofreu 11 trimestres de quedas praticamente contínuas do Produto Interno Bruto. Nesse período foram fechadas 3,5 milhões de vagas com carteira assinada. Em 2015, de acordo com o IBGE, o rendimento médio mensal dos trabalhadores teve a maior queda em 12 anos, restringindo-se a R$ 2,1 mil. O consumo das famílias desabou. Para muitas empresas, restou a questão: o que e para quem vender?

Em 2016, o PIB do Espírito Santo afundou 9,3%, tombo quase três vezes maior do que o país (-3,6%). A recessão nacional coincidiu com severa estiagem em solo capixaba. Matou quase 50% da safra de café, afetando a renda de cerca de 400 mil pessoas e minguando a arrecadação de mais de 60 municípios. O Estado voltou a crescer em 2017. A travessia desse cenário mostra a sua vocação para o crescimento e também faz ver que empresas de gestão competente, focadas na competitividade e na inovação, podem suportar turbulências e seguir adiante. O mínimo que se espera dos governos é que errem menos no planejamento e na execução de políticas econômicas, e que mudem a inquietante situação do país.

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