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Reforma da Previdência é inevitável em um mundo em transformação

É mais uma das necessárias alterações de rota impostas a governos e legisladores diante das adversidades que se impõem

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A sociedade vivencia transformações intensas em intervalos cada vez mais curtos. Basta pensar nos últimos 20 anos: a digitalização massiva fez florescer novas áreas de atuação profissional, ao mesmo tempo que acabou com uma infinidade de postos de trabalho, provocando uma obsolência que é um desafio para o futuro do emprego.

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Essa dualidade pode se repetir em diversas áreas, impondo a governos e legisladores alterações de rota cada vez mais arrojadas, que garantam o desenvolvimento humano em meio às adversidades que se impõem.

A reforma da Previdência, nesse contexto, não é um capricho de determinados setores políticos e econômicos, é o ajuste que será capaz de garantir que a aposentadoria continue sendo um benefício pago pelos serviços prestados pelos trabalhadores ao longo da vida.

Contudo, a sua dinâmica terá de condizer com as novas realidades demográficas, visto que uma população que vive cada vez mais, com qualidade, está preparada também para alguns anos a mais no mercado de trabalho, já que na outra ponta há menos jovens contribuindo para a sustentabilidade do sistema. Sem uma racionalização desse gasto é que de fato se coloca em risco o acesso à aposentadoria.

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Por isso, a reforma interessa a todos os brasileiros, como ressaltou o economista Samuel Pessôa, que esteve em Vitória para uma palestra sobre o tema para representantes do setor produtivo. O equilíbrio na distribuição do benefício, com o corte de privilégios e a imposição de uma idade mínima, vai sanear as contas públicas e também ampliar a capacidade de atrair investimentos. É uma situação ganha-ganha, na qual o Estado terá também mais condições de garantir os serviços essenciais, onde de fato não pode estar ausente.

Economista Samuel Pessôa participou do evento "A reforma interessa"
Economista Samuel Pessôa participou do evento "A reforma interessa"
Foto: Fernando Madeira

Mas não há varinha mágica: a aprovação da reforma é um alicerce para o país mais equânime que tanto se vislumbra para os próximos anos. Sozinha, não resolve todos os problemas.

>Desburocratizar não é acabar com fiscalizações, mas otimizar a execução

O empenho da classe política continuará sendo necessário para levar adiante uma agenda modernizante, com foco na educação necessária para a qualificação do mercado de trabalho, no aumento da produtividade e na desburocratização. É, como foi dito lá no início, um pacto social para encarar um mundo em constante transformação, em todas as áreas.

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