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Bolsonaro precisa seguir a agenda correta de seu próprio governo

No governo federal há muita gente ocupada em resolver os problemas econômicos e fazer o país voltar a crescer, apesar dos reveses internos

Salim Mattar participou de evento em Vitória
Salim Mattar participou de evento em Vitória
Foto: Fernando Madeira

Há, no governo Bolsonaro, verdadeiros núcleos de excelência que têm se dedicado ao labor de encaminhar a recuperação econômica. Passos fundamentais além da reforma da Previdência, que passou com folga em primeiro turno na Câmara. A reestruturação proposta pela equipe de Paulo Guedes tem tudo para criar uma máquina estatal mais vigorosa, com um sistema tributário menos arcaico e burocrático já se vislumbrando no horizonte.

É seguindo essa trajetória de quem está ocupado em solucionar os problemas do país que se encontra o secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, que esteve em Vitória para a posse da nova diretoria do ES em Ação. Há grande expectativa de que o governo anuncie em breve um pacote de privatizações e desinvestimentos, com potencial de arrecadar quase R$ 1 trilhão.

“As coisas no Brasil não estão bem. A economia está lenta, o desemprego elevado. Tem a insatisfação do empresariado... Mas nós acreditamos que muita coisa boa vai acontecer a partir do segundo semestre. Tem o pacto federativo, a reforma tributária, abertura do mercado de gás, o acordo do Mercosul com a União Europeia”, encadeou Mattar, listando feitos e metas da equipe econômica que integram um projeto de Estado mais eficiente.

A equipe econômica do governo empenha-se pelo desenho de uma agenda positiva, como a importante liberação dos saques do FGTS. Aguarda-se também que a esperada redução dos juros melhore o ritmo de crescimento do país.

Medidas que, neste segundo semestre, já poderão ser sentidas pela própria população no seu dia a dia. Outro foco importante é a votação da MP da Liberdade Econômica, que pode caducar em agosto. A desburocratização é urgente para facilitar a vida do empresário e, assim, criar postos de trabalho.

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O trabalho é árduo e os resultados, nem sempre imediatamente perceptíveis, ficam ainda mais ofuscados pela sucessão de declarações infelizes do presidente. O boquirroto Jair Bolsonaro tem sido o maior inimigo do seu próprio governo, pela insistência em levantar bandeiras polêmicas ou irrelevantes, que nem deveriam estar em perspectiva quando há um país economicamente em frangalhos.

Pior: expõe-se à falta de decoro ao fazer manifestações comprovadamente falsas ou questionáveis, além de envoltas em preconceito e crueldade. Bolsonaro faz questão, talvez até mesmo por estratégia distorcida, de não soar como um estadista. Há quem veja nisso um mérito, por incrível que pareça. Mas o país sempre sai ferido.

O governo federal não pode continuar tendo duas frentes: a da dedicação coletiva em prol da recuperação econômica e a das crises criadas pelo próprio presidente. Bolsonaro precisa se espelhar nos exemplos de sua própria equipe e parar de desperdiçar energia com o absurdo. Muito ajuda quem não atrapalha.

 

 

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