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Faltou sensibilidade de fiscal do Terminal de Carapina com ambulante

A lei deve se fazer cumprida, mas uma abordagem tão constrangedora e violenta como a testemunhada por usuários do Sistema Transcol não é aceitável

Usuário do Sistema Transcol observa as empadas no chão do Terminal de Carapina, na Serra
Usuário do Sistema Transcol observa as empadas no chão do Terminal de Carapina, na Serra
Foto: Internautas

O episódio do vendedor que acusa um fiscal de derrubar sua caixa de empadas no chão no Terminal de Carapina, na Serra, deixa evidente que a Ceturb-ES, responsável pela administração dos terminais, precisa orientar melhor os funcionários responsáveis por impedir a comercialização de produtos no local, proibida pelo decreto estadual 3.549-R, de 2014. A lei deve se fazer cumprida, mas uma abordagem tão constrangedora e violenta como a testemunhada por usuários do Sistema Transcol não é aceitável.

> "Comecei a chorar", afirma vendedor que teve empadas jogadas no chão

A conduta irregular de ambulantes nos terminais deve ser coibida, mas com mais empatia e menos agressividade. Vendedores que aproveitam o movimento constante de pessoas que usam o transporte público são cada vez mais comuns, e a razão é mais do que conhecida: a crise econômica que se arrasta nos últimos cinco anos, fechando as portas do mercado de trabalho. São mais de 13 milhões de desempregados no Brasil que precisam se virar.

Como argumentou o próprio vendedor, alvo da agressão, os terminais estão cheios de problemas. Os banheiros estão em péssimas condições de higiene. Há insegurança, assaltos e até uso e vendas de drogas nos terminais. A única irregularidade que o fiscal resolveu combater com tanta veemência foi a de um rapaz vendendo empadas? Faltaram sensibilidade e solidariedade para conduzir a questão, solidariedade que felizmente não faltou aos passageiros que, vendo a injustiça, voluntariamente fizeram doações para o rapaz não ficar no prejuízo.

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