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Lucro da Petrobras reflete a boa gestão dos últimos anos

Recuperação da estatal vem se consolidando após a dilapidação sistemática promovida pelos governos petistas, que promoveram o seu aparelhamento

Plataforma de petróleo
Plataforma de petróleo
Foto: Divulgação | Petrobras

A Petrobras comemora o lucro líquido de R$ 18,9 bilhões no segundo trimestre deste ano. Mesmo que o resultado tenha sido impulsionado pela venda da Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), é mais uma vitória da governança retomada e da capacidade de promover uma gestão que compreende que a venda de ativos é indispensável não só para diminuir sua dívida e assim se fortalecer, mas também para alimentar o próprio mercado de petróleo.

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A recuperação da estatal vem se consolidando após a dilapidação sistemática promovida pelos governos petistas, que provocaram o seu aparelhamento em nome de um projeto de poder e de enriquecimento. Os esquemas de fraude e propina contaminaram a empresa a ponto de se tornar um apêndice do Partido dos Trabalhadores, em um caso no qual o patrimonialismo, tão arraigado à promiscuidade que persiste entre o público e o privado na trajetória brasileira, foi levado às últimas consequências. A Lava Jato tem o mérito de ter interrompido o fluxo desse propinoduto.

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Mas os ferimentos graves sofridos pela Petrobras não foram causados apenas pela corrupção. A má gestão tem cumplicidade nos prejuízos que se acumularam, também amparada na megalomania governamental. As falhas estratégicas foram evidentes. A compra da refinaria de Pasadena, em 2006, independentemente das irregularidades, foi um negócio fadado ao fracasso, uma demonstração da inabilidade administrativa decorrente da ingerência dos governos Lula e Dilma sobre a empresa. Em janeiro passado, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a venda da refinaria, colocando um ponto final ao estorvo.

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O resultado positivo do segundo trimestre é um êxito mesmo se a venda da TAG for desconsiderada no balanço da empresa, com o lucro chegando a R$ 5,2 bilhões. Nos primeiros três meses deste ano, a Petrobras lucrou R$ 4,031 bilhões. A recuperação é visível.

A limpeza teve início em meados de 2016, com a empresa se dedicando a criar mecanismos contra a corrupção e a investir em governança. As boas práticas corporativas estão fazendo a diferença, mas não se pode descuidar: a história recente mostra que governos não podem interferir na autonomia gerencial de empresas de economia mista. A independência é o que fortalece a Petrobras.

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