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Artigos sobre Paulo Freire dividem opiniões dos leitores

Colunista Gabriel Tebaldi e especialista na obra do educador convidados pelo Gazeta Online debateram o assunto, que gerou grande repercussão entre os internautas

Por duas semanas consecutivas, nos dias 5 e 12 de maio, o colunista de A Gazeta Gabriel Tebaldi escreveu sobre a obra de Paulo Freire, tecendo críticas ao educador, em especial às ideias constantes no livro "Pedagogia do Oprimido". Desde a primeira coluna ("Pedagogia do Oprimido? O fracasso da educação"), o assunto tem rendido intenso debate entre os leitores do jornal impresso e do Gazeta Online, onde os textos também foram publicados.

A polêmica levou A Gazeta a convidar especialistas na obra do educador a tecer contrapontos ao primeiro artigo de Tebaldi. A primeira a escrever sobre o assunto foi a professora doutora da Ufes e presidente da Associação Brasileira de Pedagogia Social e Educação Social Jacyara Paiva, com o artigo "Paulo Freire incomoda quem não suporta ouvir falar sobre injustiça social", publicado no dia 7 de maio.

No dia 11, foi a vez dos professores Valter Martins Giovedi, Débora Monteiro do Amaral e Itamar Mendes da Silva, coordenadores Grupo de Estudos e Pesquisas Paulo Freire, do Centro de Educação da Ufes, que também a convite do jornal publicaram o artigo "Sobre Paulo Freire: criticar sim, mentir não". O debate também movimentou a seção de cartas dos leitores, publicada no impresso.

No último sábado (12), Tebaldi voltou ao tema no texto "Minha heresia sobre Paulo Freire", com o intuito de rebater algumas críticas que recebeu. A coluna foi publicada no Facebook do Gazeta Online, onde acendeu novamente a discussão entre os leitores. Muitos internautas concordaram com as opiniões do articulista, para quem a teoria freiriana "prestou um desserviço à educação brasileira". Outros tantos elogiaram a obra do educador, salientando que Freire é, inclusive, reconhecido em diversos países. 

Confira alguns comentários:

 

 

Os países mais avançados em educação respeitam e colocam em prática o pensamento referencial de Freire. Só no Brasil, com sua síndrome de vira-latas alimentada por um pseudopensamento de direita, tem como referencial de educação Olavo de Carvalho e ideias como “escola sem partido”. Depois perguntamos por que somos tão atrasados...

José Wilson Correa Garcia

Esse povo que defende Freire nem sequer conhece outros teóricos da Educação, não sabem nem dizer porque Freire é melhor que os outros... Mas não é preciso nem saber ler pra entender... É só olhar para a educação brasileira para entender que Freire não deu certo!

Ewerton Souza

Ninguém melhor que Paulo Freire pode representar o espírito da educação petista, que deu aos nossos estudantes os últimos lugares nos testes internacionais, tirou nossas universidades da lista das melhores do mundo e reduziu para um tiquinho de nada o número de citações de trabalhos acadêmicos brasileiros em revistas científicas internacionais.

Bruno Falce

Parabéns ao nobre professor Gabriel Tebaldi, sempre preciso, quase cirúrgico, em seus textos. Sua participação engrandece a categoria de professores e enriquece o jornal A Gazeta. Que venham mais textos esclarecedores como este!

Sayusa Litig

Isso não é heresia não, é apenas um homem retratando em letras sua profunda ignorância sobre uma personalidade respeitada pelas academias do mundo inteiro. Nem todos que sabem escrever são cultos, né? Lamento por esse colunistinha de meia ter a audácia de falar das palavras ressignificadas e reinventadas para dar significado à educação e as relações entre escola, “educador”, “educando” e o “compromisso ético de ensinar”.

Cleide Montemor

Já não bastou a excelente explanação da Jacyara Paiva (professora doutora da Ufes) sobre Paulo Freire? Vocês insistem em dar voz a esse colunista que não faz a mínima ideia do que está falando.

Raphaella Leite

Esse texto é bem o nível da mídia brasileira. Não vale a pena gastar a tinta da pena tentando repor verdades e conceitos que ele tenta confrontar com superficialidades.

Raimundo Medeiros

E triste ver que até hoje no ensino superior recebemos esse tipo de conteúdo para repassar aos alunos nas escolas. Precisamos de mudanças urgentes! 

Felipe da Victoria

Todos os acadêmicos da área educacional reconhecem Paulo Freire como o patrono da educação brasileira. E isso não é só no Brasil. Tenho amigos que estudam em universidades estrangeiras e diversas vezes relatam que os docentes usam as obras de Paulo Freire.

Hugo Matos

Decepção com o Gazeta Online ao dar voz a esse colunista fraco que vive de polemicazinha, tentando ser diferentão, mas na verdade é apenas um pobre de espírito. Erra duas vezes, ao lançar um texto fraco e depois ao não reconhecer suas ideias bocós.

Wilson Igreja Campos