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"Mortes caíram no colo das famílias", diz leitor sobre anistia a PMs

Internautas comentam projeto que concede perdão a militares que participaram da greve em 2017 e declaração do senador Marcos do Val, para quem as mortes ocorridas durante a paralisação não podem "cair no colo" dos policiais

Quartel da PM em Maruípe durante a greve, em fevereiro de 2017
Quartel da PM em Maruípe durante a greve, em fevereiro de 2017
Foto: Arquivo/Gazeta Online

O projeto que concede anistia criminal a policiais militares que participaram da greve em fevereiro de 2017 seria votado no Senado na terça-feira (26), mas foi adiado. Se aprovado, os PMs não serão punidos pelos atos praticados no período.

Em entrevista ao Gazeta Online, o senador Marcos do Val defendeu a anistia e disse que mortes ocorridas durante a greve não podem “cair no colo” dos policiais.

Confira comentários de leitores sobre o tema:

 

Os políticos – talvez pela própria natureza dos brasileiros – adoram anistiar. Este ambiente proporciona uma expectativa entre as organizações de classe, que podem se exceder nas reivindicações da categoria, como foi a irregular greve militar, a dos caminhoneiros, tanqueiros, rodoviários, e outros, prejudicando e torturando a população. Ações como essa só fazem incentivar futuras aspirações, talvez até sem os critérios normais de avaliação. (Valtuir A. Trevezan)


Os PMs que participaram e lideram a greve têm que ser afastados, pois muitos inocentes sofreram com seus atos inconsequentes. (Jolit Nogueira)


Votem isso logo. A melhor PM do Brasil precisa voltar a trabalhar com força máxima! (Rafaela de Lurdes)


Poderia aproveitar e perdoar todas as multas de trânsito, multas ambientais, crimes de menor potencial de todos os brasileiros! (Rodrigo de Paula)


Salvem os únicos que restam. PM não é máquina, é um ser humano como outro qualquer. Que se acertem essas leis arcaicas já. (Fátima Leandro)

 

Deve cair no colo do governo, que deixou os PMs com salário defasado, pois a luta foi pelas perdas salariais e condições humanas de trabalho, em que tinham que revezar coletes, trabalhar com viaturas sucateadas, sem locais apropriados para fazer suas refeições etc. Depois do movimento, as mortes, os roubo e os furtos do cotidiano estão caindo em cima de quem? Porque, mesmo com a polícia na rua, temos altos índices de furtos, roubos e assassinatos. (Nair Rocha)



A Polícia Militar é proibida de fazer greve. Fizeram um motim. O Estado não é responsável pela rebeldia deles. Ponto. (Maria Helena Raimundi)


Este é o Brasil, onde tudo fica impune. Triste das famílias de bem que perderam seus entes nessa miséria de violência e rebeldia. O Estado, o gestor, pouco fez para mudar esse quadro lamentável. (Lais Amorim)


As mortes já caíram no colo das famílias que perderam seus entes queridos. Isso vai ficar assim mesmo, porque a nossa Justiça é muito falha e as autoridades que as usam conseguem ser piores ainda. (Waldenor Santos)


A greve da polícia foi irresponsável, porque colocou a população em risco, e covarde, porque envolveu os familiares. Com certeza foi uma greve política, orquestrada por poucos, que devem pagar. (Fernando Nunes)

 

Parabéns pela postura sensata, senador! Não se faz segurança pública com tropa doente! É preciso virar a página! (Wagner Rocha Mielke)

 

Se a anistia passar, vai virar bagunça! E o povo, como fica? Afinal a polícia é a barreira de defesa do cidadão, que paga seus impostos para ter segurança. Se essa responsabilidade não é da instituição, muito menos ela é do cidadão! #vergonha (Adriana Queiroz)

 

A culpa é dos policiais que se ausentaram e sabiam dos riscos para a população, por isso nem deveriam receber, já que não trabalharam! Não existe só uma forma de fazer manifestação... Todos sabem que a profissão é muito importante para a sociedade, mais não é colocando outras vidas em risco que serão mais valorizados! (Juliane Caetano)


Por isso que esse país está deste jeito... Não precisa cumprir a lei. Não precisa pagar seus impostos em dia, porque depois os nobres deputados e senadores criam uma lei de anistia. (Marcelo Rocha)

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