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"Educação pública do Brasil está de luto", diz leitora após massacre

Tiroteio em escola de Suzano (SP) levantou debates sobre diversas facetas da tragédia, como segurança e bullying. Leitores mostraram dor e também cobraram providências

Parentes de vítima em atentado na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP)
Parentes de vítima em atentado na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP)
Foto: Agência Estado

Na quarta-feira (13), o Brasil ficou em choque com o massacre ocorrido em uma escola de Suzano, no interior de São Paulo, quando um adolescente de 17 anos e um jovem de 25 invadiram o local armados e mataram 10 pessoas. Outras 11 saíram feridas do tiroteio, sem contar o abalo psicológico para estudantes, professores e funcionários da Escola Estadual Professor Raul Brasil. 

>Massacre de Suzano: o que se sabe até agora sobre a manhã de terror

O ataque ganhou repercussão internacional e levantou debates sobre diversas facetas da tragédia, como segurança nas instituições de ensino do país, qualidade da educação, o papel dos pais e do colégio para evitar novos problemas, armamento da população e bullying. Nas redes sociais do Gazeta Online, leitores mostraram dor e indignação e também cobraram providências.

Confira alguns comentários:

 

A educação pública do Brasil está de luto! Estamos todos e todas vulneráveis. As nossas escolas públicas não têm segurança. Qualquer pessoa tem acesso fácil às nossas escolas, pois os governos – federal, estadual, municipal – não têm projetos de segurança que assegurem a nossa integridade física e psicológica dentro dessas instituições de ensino. O desrespeito acontece a todo momento: estudantes que agridem verbal e fisicamente colegas, professores e funcionários; salas de aulas superlotadas e sem condições de trabalho saudável, governos insensíveis às condições precárias de trabalho nas escolas, assédio moral constrangedor vivido no cotidiano escolar... Para onde caminha a nossa educação? Onde estão os 25% que devem ser destinados à educação por todas as esferas administrativas? Quem nos protege? (Ana Lúcia Vieira)

Na quarta-feira eu nem estava com vontade de ir trabalhar de tanta tristeza que estava em meu coração. Sou professora e não consigo imaginar essa situação. Algumas vezes já estive em situações de risco dentro de uma escola; um susto com nada consumado. Que Deus nos proteja. (Tatiana Machado)


O bem mais precioso que é a vida não tem mais valor. A humanidade cada vez mais decadente. (Marcos Antonio)


Meu Deus, quanta tragédia. Para mim 2019 já deu! Que Deus abençoe e dê forças a toda família e amigos das vítimas. (Marcos Fernando)


Em que mundo estamos que quando saímos não sabemos se vamos voltar? Não consigo imaginar tamanha dor. Que Deus conforte os familiares e amigos dessas vítimas que tiveram suas vidas ceifadas sem nenhuma defesa. Quando uma mãe perde o filho, todas as outras sentem. Eu sou mãe e sinto a dor de cada uma. (Gideanne de Jesus Souza)


Conselho de quem testemunhou na TV e nas ruas todos os ataques em massa aqui nos EUA desde Columbine em 1999: Não deem espaço para os autores! É isso que eles queriam, fama e medo! Cada vez que isso acontecia aqui nos EUA e eles mostravam exaustivamente os autores, outros ataques aconteciam logo em seguida! Até que alguém pensou e pararam de focar nos autores e passaram a focar nas histórias das vítimas e seus familiares, honrando suas memórias e assim caiu bastante o número de atentados nos últimos anos. (Luciane Sousa)


O governo do Estado e as prefeituras já poderiam reforçar a segurança nas escolas mais violentas no nosso Estado. (Márcia Mengali)


Trabalho de coordenação escolar precisa ser mais efetivo, voltado para essas crianças, esses adolescentes que aparentemente trazem certas dificuldades e geram conflitos dentro e fora da escola, que precisa de pessoal que saiba lidar com o ser humano, principalmente esses que sobrevivem em famílias mal estruturadas. Certamente esses jovens sofrem de falta de amor, que gera baixa autoestima e os coloca numa sociedade que só sabe reprimi-los. Por favor, autoridades, cuidem mais de nossas crianças! (Elzinha Dimanski)

Vão esperar acontecer mais uma tragédia para tomar uma providência? As coisas estão ficando cada vez pior. Um lugar onde os alunos devem se tornar pessoas de bem está se tornando um campo de guerra. (Cassiano Silva)


São adolescentes e crianças com uma crise interna, que precisam de um acompanhamento mais profundo. A família precisa observar os filhos, netos, sobrinhos... tentar salvá-los dessa maldição do século. Filho preso em casa só jogando, pais que não se comunicam com seus filhos, achando que só porque não estão na rua estão seguros. Isso me assusta. Mais atenção, pais!
(Saionara Paixão)


As escolas têm que ser reforçadas com policiamento. Se possível, poderiam colocar também detectores de metais nas portarias, reforçarem segurança... não adianta muros altos sem segurança ao redor.
(Fran Fagundes Reis)


Vão esperar acontecer pra tomar providências? Nós queremos que nossos filhos voltem para casa vivos e não em um caixão.
(Rose Tavares)


As pessoas reclamando que as mídias estão mostrando os acontecimentos. Qual o problema disso? As pessoas não tem dois nem cinco anos. Tem que mostrar mesmo, para ver se alguém toma providências vendo essas crueldades acontecendo.
(Rayani Mariani)


Mais armas ou menos armas não impedem que esse tipo de maluco cometa esse tipo de barbárie. As escolas deveriam fazer simulações de emergência referente a esse tipo de situação. Com certeza salvaria muitas vidas.
(Nicelo Scotta)


Tem que melhorar mais a segurança nas escolas, colocar policiais nas escolas e também detector de mentais. Eu acho que toda escola pública tinha que ter também um profissional especializado, um psicólogo e psiquiatra de plantão para atender e ouvir essas criançada. Está na hora de o governo e de as pessoas responsáveis tomarem uma atitude, pois educação e segurança e saúde têm que ser prioridades neste nosso país. (Juliana Mendonça Costa)

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