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"Fomos abandonados pelos políticos", diz leitor após enchentes

Esta segunda-feira (20) foi de protestos em Vila Velha, por conta dos constantes alagamentos na cidade. Diversos bairros ainda estão com ruas alagadas, dois dias após as chuvas

Imagem aérea mostra a região de Cobilândia alagada neste domingo, um dia após as fortes chuvas que atingiram o Estado
Imagem aérea mostra a região de Cobilândia alagada neste domingo, um dia após as fortes chuvas que atingiram o Estado
Foto: Hemerson Oliveira / Internauta

Esta segunda-feira (20) foi de protestos em Vila Velha, por conta dos constantes alagamentos na cidade. Moradores de Cobilândia e região, que continua alagada dois dias após as fortes chuvas de sábado (18), fecharam o trânsito na Avenida Carlos Lindenberg, pela manhã. Na Avenida Jerônimo Monteiro, o trânsito também foi interditado por manifestantes, com móveis perdidos na inundação

>Não há previsão de chuva forte para esta segunda-feira (20) no ES

As enchentes e os demais transtornos causados pelas chuvas, especialmente no município canela-verde, repercutiram bastante entre os leitores do Gazeta Online. Quem mora na região relatou o drama que se repete a qualquer chuva mais forte e cobrou providências dos gestores públicos. 

Confira alguns comentários: 

 

 

Moro em Jardim Marilândia, em Vila Velha. Graças a Deus na minha casa não entrou água, mas tem muitas famílias que perderam tudo de novo. Vamos fazer uma corrente para ajudar, porque o governo acha que ajuda liberando o FGTS. E quem usou o FGTS para comprar as coisas que perderam jogaram dinheiro fora, porque a Grande Cobilândia ainda continua enchendo. E agora? (Helton Silva Gonçalves)

Estou há dois dias sem ir à rua, sem poder comprar um pão. Na minha rua, em Cobilândia, não abaixou a água ainda. Não estamos aguentando mais. São dois dias com água cheia de bichos, toda contaminada, com o comércio todo atingido. Não abre nada, nem farmácia para comprar remédios. (Solange Maristane Silva)

Vila Velha sempre teve problemas com as enchentes, mas muito por culpa da população, seja por jogar lixo nas ruas, seja por votar errado. Tem que fazer valer seu voto e lembrar que não se pode protestar só depois da chuva e esquecer disso nos dias de sol. (Rita Regina Pereira) 

Lógico que a população tem a sua parcela de culpa. Mas, infelizmente, fomos abandonados pelos nossos políticos. Cada vez que chove a situação dos moradores da Grande Cobilândia piora mais. Um exemplo é a minha rua, que nunca tinha alagado e nunca sofremos com água dentro de casa. Desta vez a rua virou um rio (até peixe meu pai viu) e na casa dos meus pais, pela primeira vez em mais de 50 anos, entrou água e eles perderam todos os móveis. (Nathalia Dantas)

Moradores fecharam trânsito na Av. Jerônimo Monteiro com móveis perdidos na enchente
Moradores fecharam trânsito na Av. Jerônimo Monteiro com móveis perdidos na enchente
Foto: Internauta/Gazeta Online

Parabéns aos moradores pela atitude. Infelizmente neste Brasil as coisas só funcionam assim. Talvez agora isso não dê resultado, mas que sigam firmes na sua caminhada e não desistam. (Rayner Schiffler)

O problema é que não são os trabalhadores os culpados. Aqueles parados no trânsito são tão vítimas quanto os moradores. Deveriam ir até a residência do senhor prefeito e lá atrapalhar a vida dele. (Luciane Nizio)

As obras da Rodovia Leste-Oeste agravaram ainda mais a situação, pois todo o escoamento de água foi jogado para a Grande Cobilândia. Enquanto isso o prefeito da cidade está preocupado em demolir e construir outros quiosques na praia! É muito imposto pago para que nada seja feito! Isso é falta de gestão dos governos municipal e estadual! No dia em que tiverem que indenizar os comerciantes e moradores, isso talvez acabe. (Ismael Thomé)

O povo teve carnaval, o povo vai ter reforma de ginásio, mas na hora que chove fica com água pela cintura, pois Vila Velha nunca teve infraestrutura para escoamento dessa água, a coleta de lixo é um caos. Mas só é lembrando quando chove. O povo precisa se posicionar, baixar em peso na prefeitura e exigir melhorias, pois todo ano é a mesma coisa. (Marcia Mattos)

Moro na Rua Felicidade Siqueira, conhecida como a rua da ciclovia, e a água baixou muito pouco. Estou há dois dias sem sair de casa, não tenho FGTS pois sou funcionária pública. Moro no segundo andar, mas entrou água no meu carro, que estava na garagem. Como fica a minha situação? (Lenynha Siqueira)

As obras de grande porte são coisa no passado. Os prefeitos não investem nelas porque drenam verbas relevantes. Melhor gastar com batom e blush para a gestão ficar mais fashion. Quando administrou Vitória, Luiz Paulo Velloso mandou limpar os valões de Jucutuquara e retirou toneladas de terra e sujeira. Não alagava como hoje. De lá pra cá, nunca mais. Acabaram até com o fumacê do bairro. Importante mesmo é ter internet pública para passar o tempo enquanto a água não desce. (Luciana Oliveira)

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