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Mudanças de Bolsonaro para o Código de Trânsito dividem os leitores

Entre as alterações, projeto de lei encaminhado ao Congresso elimina a multa para quem transportar crianças fora da cadeirinha e dobra o prazo de validade da carteira de motorista

Uso de cadeirinha continua obrigatório em projeto, mas não haverá multa
Uso de cadeirinha continua obrigatório em projeto, mas não haverá multa
Foto: Reprodução/TV Gazeta

Um projeto de lei encaminhado ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro propõe uma série de alterações no Código de Trânsito Brasileiro. Entre as mudanças, o texto dobra o prazo de validade da carteira de motorista (dos atuais cinco para dez anos) e dobra o limite máximo de pontos que um motorista pode ter sem perder a habilitação, de 20 para 40 pontos.

>Entenda o que pode mudar no Código de Trânsito

Em outra mudança, o presidente propôs que crianças com até sete anos e meio sejam obrigatoriamente transportadas em cadeiras de retenção no banco traseiro. No entanto, o descumprimento seria punido apenas com advertência por escrito. O projeto ainda prevê o fim da exigência de exame toxicológico para motoristas profissionais.

Confira alguns comentários dos leitores sobre o tema:

Já somos recordistas em mortes no trânsito. Essas mudanças só tendem a agravar a situação. (Luciana de Almeida)

A consciência tem que ser dos pais! Se a pessoa sabe que é mais seguro colocar a criança na cadeirinha, assim faça, porque eu quero o melhor para meus filhos, então eu não preciso esperar ninguém me multar para fazer o certo! Então agora as pessoas terão que te lembrar das suas obrigações para você não levar multa? (Fernanda Loureiro)

Se fosse assim, nem precisaríamos de nenhuma lei de trânsito, ou nenhuma lei. “Cada um de nós sabemos de nossas responsabilidades”. As pessoas são imprudentes! Numa situação dessa, uma criança morre de bobeira. Adultos mesmo. Quantos aí morrem por não estarem usando um simples cinto de segurança? Existe lei e multa para quem não usá-lo, certo? Por esse “raciocínio” da responsabilidade, essa lei do cinto deveria se extinguir também... (Marcos Vinícius)

Estradas sem leis e armas liberadas. O projeto do presidente é transformar nossas rodovias em um “Mad Max” da vida real! (Raphael Santana)

Quando um governo não tem proposta alguma de geração de emprego, melhora na saúde e na educação, faz isso aí. (Vanderson Linhares)

O Bolsonaro não quer eliminar a cadeirinha e sim retirar multas de quem não usar. Vai ter advertência para quem não usar. Eu, por exemplo, não deixaria de usar. A responsabilidade é minha e não dele. (Lélio Silva)

Quem é responsável pelos seus atos é o cidadão. A minha filha sempre andou na cadeirinha, independentemente de lei, e continua no cinto. A segurança da minha família cabe a mim. (Rose Modesto)

Quem faz a sua parte não vai precisar se preocupar e vai continuar agindo certo, porque tem consciência. É óbvio que essas medidas vão favorecer quem faz errado! São muitos os que não cumprem a lei, mesmo com a aplicação das multas. (Fernanda Verneck)

O presidente Jair Bolsonaro vai à Câmara dos Deputados para entregar ao presidente Rodrigo Maia o projeto de lei que altera as regras da carteira nacional de habilitação (CNH)
O presidente Jair Bolsonaro vai à Câmara dos Deputados para entregar ao presidente Rodrigo Maia o projeto de lei que altera as regras da carteira nacional de habilitação (CNH)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

E mais uma vez uma proposta sem consultar estudos e estatísticas, somente o achismo dele e seus parceiros. (Fredson Rodrigues Ribeiro)

Sou eleitor do Bolsonaro e acho que algumas mudanças são boas e outras ruins. Sou a favor da cadeirinha para as crianças e sou contra o fim do exame toxicológico. Segurança nunca é demais. (João Vitor Adeodato)

Acho que estou no passado com tanto retrocesso. Bem sei que meus netos continuarão nas cadeirinhas, mas oro pelas crianças dos outros. Que Deus as proteja, já que leis não vão existir, cada dia estão diminuindo. (Aparecida França)

Que comecem os “Jogos Vorazes” da vida real. Já estamos em estado crítico de acidentes de trânsito e vem o presidente que anda de avião, helicóptero, carro blindado e com motorista, desconhece e crítica as estatísticas que apresentam tais avanços, e coloca o povo na berlinda. Vamos pagar para ver no que vai dar? Tenho dois filhos pequenos e quero vê-los crescer e se tornarem homens responsáveis, que pensam no bem-estar coletivo, não só no do bolso. (Rubia Ferreira)

Acho um absurdo! O povo já não respeita as regras, agora então vai da medo até de dirigir. Achei um retrocesso esse projeto. (Glaucia Scarpino)

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