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Planeje as finanças para comprar a casa própria no ano que vem

Para pagar a entrada, vale a pena vender o carro ou fazer o saque do Fundo de Garantia

Se for financiar, é importante ficar atento ao Custo Efetivo Total da operação, e não apenas às taxas de juros
Foto: Freepik

Entre as suas metas para o ano de 2019 está a compra da casa própria? Este é o sonho de grande parte dos brasileiros, mas é preciso planejamento para realizá-lo. Especialistas dão dicas que te ajudam a chegar lá.

O imóvel é a principal compra da vida de muita gente porque, além de comprometer boa parte do orçamento, o pagamento pode durar 35 anos. Segundo Eduardo Araújo, presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), pagar à vista é sempre a opção mais barata e mais segura, mas nem todo mundo tem uma reserva financeira tão grande, então parte para a opção mais popular do mercado: o financiamento.

É necessário ficar atendo às regras dos bancos. Eles exigem de 20% a 30% de entrada, mas a parcela não pode ocupar mais do que 30% da renda mensal familiar. Por isso, em muitos casos, é necessário desembolsar um valor maior na entrada. Para Araújo isto não é algo ruim. “Se for financiar, é interessante ter mais do que o limite exigido de entrada pelos bancos. Porque quanto maior o valor pago com recurso próprio, menor o custo efetivo total do imóvel, pois há menor incidência de juros. Para ter um bom valor, vale vender o carro e sacar o FGTS”, informa Araújo.

O especialista em financiamentos e diretor do Canal do Crédito, Marcelo Prata, explica que o primeiro passo é conhecer a própria capacidade de pagamento, solicitando uma aprovação de crédito. “Mesmo que vá comprar só daqui a seis meses, é importante procurar os bancos e aprovar o crédito. Assim, a pessoa se planeja sabendo quanto tem que juntar para a entrada e se o valor disponibilizado pelo banco vai lhe atender. Lembrando que a simulação não é garantia de que o crédito será concedido, por isso, a recomendação é pedir a aprovação”.

Depois disso, é hora de juntar o dinheiro para entrada e os outros gastos. É necessário incluir no orçamento o custo com documentação, que deve ser pago à vista e fica em torno de 5% do valor do imóvel. A dica de Araújo é ir reservando, pelo menos, 30% da renda mensalmente. “Se a pretensão é comprar em seis meses, a poupança é a melhor opção de investimento para este dinheiro. Se puder aguardar dois anos, vale aplicar em um título como o CBD, por exemplo”.

Quando o dinheiro da entrada for acumulado, é a hora de bater o martelo. “O comprador deve comparar o custo efetivo total do financiamento em diferentes bancos, já que a taxa de juros não é a única que incide sobre a quantia emprestada”, alerta Prata.

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