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Parlamentares do ES vão retomar carreiras ao final do mandato

Maioria dos 17 políticos que perderam cadeiras deve voltar a atuar em profissões de origem, como engenheiro, administrador de empresas e oficial de Justiça

Assembleia Legislativa: alguns deputados ficarão na suplência no ano que vem
Foto: Marcelo Prest
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O mandato legislativo de 17 políticos, entre senadores, deputados estaduais e federais, está prestes a acabar. Para o próximo ano, alguns planejam retornar às profissões que exerciam antes da vida política. Outros, vislumbram a possibilidade de continuar no cenário político, dessa vez dentro dos governos, ou aguardam deixarem a suplência para assumir novamente um posto no Legislativo.

Entre os principais planos para 2019 está o de retornar a atividade exercida antes da vida política, como é o caso do deputado estadual Jamir Malini (PP), que voltará a atuar na sua área de formação, que é administração de empresas, mesmo não descartando a possibilidade de pleitear um cargo no próximo governo.

Também sairão da Assembleia Legislativa com planos os deputados Marcos Bruno (Rede), que quer realizar pós-graduação em Gestão Pública; Esmael Almeida (PSD), que pretende tocar algum projeto ligado a sua área de engenharia civil e ambiental; e Cláudia Lemos (PRB), voltando a atuar como oficial de Justiça.

Padre Honório (PT), que tentou um segundo mandato, retornará a sua rotina religiosa celebrando diariamente e Luzia Toledo (MDB) disse que pretende contribuir com sua experiência para ajudar o Estado. "O futuro a Deus pertence, mas tenho planos de continuar meus trabalhos para fortalecer a cultura e a educação do Espírito Santo", disse Luzia.

Já o deputado federal Jorge Silva (SDD), voltará a atuar como médico, mas continuará na presidência do partido. "Vou coordenar e organizar o Solidariedade para as eleições de 2020", informou.

MOVIMENTAÇÃO

Alguns parlamentares, mesmo sem cadeira, continuarão a organizar seus grupos políticos pensando em futuras eleições, como é o caso do deputado estadual Luiz Durão (PDT). Segundo informou, vai trabalhar sua candidatura à Prefeitura de Linhares.

Já o senador Magno Malta (PR), por meio de sua assessoria, disse que está trabalhando na campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PSL). Caso o candidato seja eleito, Malta pode vir assumir algum posto de alto escalão no novo governo.

Ainda na lista dos que estão deixando as casas legislativas estão: Carlos Manato (PSL), que quer se aposentar no próximo ano e disse que a meta do partido para 2020 é fazer pelo menos 15 prefeitos no Estado; Marcus Vicente (PP) e Nunes (PT), que se concentrarão em terminar seus mandatos e depois disso pensarão nos próximos passos. Já Givaldo Vieira (PCdoB) informou estar trabalhando no segundo turno da eleição presidencial de Fernando Haddad (PT).

Enquanto isso, como primeiro suplente, alguns deputados estão de olho na possibilidade de assumirem novamente uma cadeira na Assembleia no próximo ano. A movimentação entre os eleitos e os que ficaram de fora deve se dar no início do próximo ano, quando um novo governo do Estado e nacional assumirem.

Eliana Dadalto (PTC) está na suplência dos deputados eleitos Fabrício Gandini (PPS) e Carlos Von (Avante). Já Freitas (PSB) ficou na suplência de Sergio Majeski (PSB), Bruno Lamas (PSB) e Euclério Sampaio (DC).

Procurados pela reportagem, o senador Ricardo Ferraço (PSDB) e o deputado federal Lelo Coimbra (MDB) não responderam.