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Os 7 erros ao dar bronca nos filhos

Sem armadilhas: veja como colocar limites de forma eficiente

Pode não ser a melhor parte do seu dia, mas é inevitável. Em algum momento seu filho vai aprontar e vai ser preciso dar aquela bronca. Mas para garantir que o momento seja realmente educativo, é preciso tomar alguns cuidados. Gritar, ameaçar, fazer discursos e não cumprir o combinado são alguns dos erros mais comuns.


Rubens e Rosânia preferem conversar com as filhas, Júlia e Maria Clara, antes de precisar dar qualquer bronca. Tudo sempre com muita calma
Rubens e Rosânia preferem conversar com as filhas, Júlia e Maria Clara, antes de precisar dar qualquer bronca. Tudo sempre com muita calma
Foto: Fernando Madeira

Para a supervisora pedagógica da escola São Domingos, Adriana Cortes, o primeiro passo é dar o exemplo. Depois, é preciso ter calma e ser firme. “Não devemos falar alto ou dar bronca quando estamos nervosos. O pai e a mãe são os adultos, precisam ter o controle e manter a calma. Assim, a criança percebe que é sério”, afirma.



Ela lembra que, mesmo sendo difícil, os pais não devem ter medo de dar bronca nos filhos quando necessário. “A gente não é amigo do filho. Há uma hierarquia familiar a ser respeitada. E é preciso colocar regras e limites claros quando os filhos ainda são pequenos, para não ter problemas na adolescência”, diz.



Calma



Os comerciantes Rubens Scabello e Rosânia Soares sempre colocaram regras para as filhas Júlia, 17, e Maria Clara, 12. Hoje, fazem de tudo para manter uma relação amigável com as meninas.



“No geral, elas são bem tranquilas. É difícil um momento em que precisamos dar bronca. Na maioria das vezes, conversamos com calma e explicamos o que está acontecendo. Por ser mais velha, a Júlia de vez em quando questiona, mas ouve o que temos a dizer e acaba cedendo”, conta o pai.



Rubens ainda diz que mantém uma parceria firme com a esposa na educação das meninas. “Nós tomamos as atitudes juntos. Sou mais assertivo, dou a palavra final, mas dividimos bem as responsabilidades”, garante.

 

Não faça!

 

1. Gritar. As crianças percebem pelo tom de voz se você está falando sério ou não. Você pode usar um tom de voz mais grave, mas isso não significa
gritar. Falar com firmeza, mas de forma calma, demonstra segurança.

2. Ameaçar. Tentar ter controle do comportamento por meio do medo não funciona, sobretudo se o apelo for criar temores infundados. A ameaça também faz com que os próprios pais percam o foco, que é a educação e a orientação da criança. Sem contar que a ameaça pode ser uma mentira – você vai mesmo conseguir NUNCA mais voltar ao parquinho?

3. Fazer discurso. Filhos pequenos não vão entender as mil explicações sobre o que não podem fazer. Dê comandos curtos e diretos. Mas, mesmo com adolescentes, evite estender demais a conversa para não perder a atenção deles

4. Amolecer. É difícil resistir àquela cara de coitadinho e às lágrimas na hora da bronca. Mas é preciso! Seu filho precisa de limites e deve entender que você está falando sério. Não se preocupe se ele ficar com raiva. Passa!

5. Usar comida. É melhor deixar de lado aquela chantagem: “se você fizer isso, pode comer um doce”. Comida não é moeda de troca. Seu filho pode acabar se sentindo punido quando você insistir para que ele coma algo que não gosta e isso cria uma relação nada saudável com os alimentos.

6. Não cumprir o combinado. O que for acordado entre vocês, deve ser honrado, aconteça o que acontecer. Por isso, só proponha o que é viável.

7. Não dar o exemplo. As crianças aprendem mais pelo exemplo. Não adianta brigar porque ela contou uma mentira se ela ouve você fazendo o mesmo. A bronca não terá efeito.

Fontes: supervisora pedagógica Adriana Cortes e revista Crescer.

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