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Choro do bebê: acabe com ele brincando

Quando o choro é manha, vale transformá-lo em boas risadas

Gabriel, de 1 ano, quase não chora. A mãe, Tatiana, explica. "O carinho e a parceria acalmam tudo"
Gabriel, de 1 ano, quase não chora. A mãe, Tatiana, explica. "O carinho e a parceria acalmam tudo"
Foto: Vitor Jubini

Toda criança, quando chega a uma certa fase, descobre que chorar no momento certo pode trazer alguns benefícios. É a famosa manha para conseguir o que quer. Mas há formas criativas e divertidas de dar fim ao choro do seu pequeno, desde um simples cafuné até mesmo uma cantoria sem fim.



Na casa da médica Tatiana Guzzo de Lacerda, 39, o pequeno Gabriel, mesmo tendo apenas 1 ano de vida, vem se comportando bem. Mas, como toda criança, também tem suas vontades às vezes.



“Você não vai dar fim ao choro, nem deve. Quando é um choro bobo, por exemplo, a gente distrai ele um pouco, brinca de alguma coisa, faz um carinho. O melhor é não dar tanto ibope à manha”, conta a mãe.



Graças à parceria com os pais, difícil é ouvir o choro do rapazinho. “Ele quase não chora mais. Talvez por termos uma forma mais lúdica de lidar com as coisas em casa. Quando ele cai, por exemplo, a gente fala para ele levantar e que todo mundo tropeça. Não damos valor à queda, para ele não achar motivos para chorar”, explica.



Além da conversa, que é o método infalível da Tatiana com o Gabriel, também há outras formas de trocar o choro do pequeno por um belo sorrisão (mesmo ainda sem dentes).



Cantar um pouco e abaixar a voz gradualmente quando o bebê começar a sossegar é outra forma de acalmar os bebês, ensina a pediatra Christiani Laignier Moraes, da Upuerê Educação Infantil.



Em outros casos, o bebê se acalma com um simples sorriso, com os pais fazendo caretas ou imitando animais. Cada bebê é de um jeito e cabe aos pais descobrirem a melhor forma de acalmá-los.



“Às vezes, ele só quer o carinho dos pais. E apenas escutar a voz deles já pode trazer o sossego”, lembra Christiani Moraes.



Cuidado



Mas também é preciso deixar claro que nem todo choro é manha, alerta a pediatra. Afinal, é o choro que mostra aos pais os problemas que causam incômodo às crianças, como a cólica e o refluxo.



“O choro é uma das formas de comunicação dos recém-nascidos. E o que mais chama a atenção dos pais. Apesar de bastante frequente nos primeiros dias de vida, pode ser o sinal de que algo não está bem com a criança”, afirma.



É que, segundo a médica, o choro funciona como uma sirene que alerta alguma necessidade da criança. “Seja de fome, de carinho, de calor. Afinal, o choro é a forma dele se comunicar com os pais”, resume.



É uma questão de tempo. Os pais sendo parceiros dos seus bebês constroem laços com eles e estabelecem uma comunicação saudável.

 

Colocando a criatividade em dia

 

Interprete
Primeiramente, entenda que os pais são modelo para os filhos. E precisam ensiná-los a resolver conflitos com paciência e equilíbrio. Se a criança ainda não sabe como informar seus incômodos, cabe aos pais compreenderem a mensagem de forma equilibrada e saudável.

Corra para o banho
A água quente e o cheiro do sabonete podem ajudar bastante. Eles relaxam o bebê, e o banho pode virar um verdadeiro momento de interação e diversão entre mãe e filho.

Acaricie a cabeça
Quem não gosta de um bom cafuné quando está com manha? Melhor ainda quando é feito pelos pais. Não seria diferente com os bebês. Passar a mão nos cabelos ajuda a acalmar e ainda é uma delícia.

Solte a voz
Cantalorar uma cantiga de ninar (mesmo que seja das antigas) fará bem a você e ao seu bebê. Escolha músicas que deixem a criança feliz e a incentive a cantar junto com você, mesmo que ela não saiba a letra.

Imite os animais!
Isso mesmo. Produzir sons inusitados e engraçados deixam a criança mais tranquila e fazem o choro virar gargalhada rapidinho.

Risadas
Fazer cócegas é uma boa saída para acalmar. A barriga é um ponto certo a ser estimulado com cócegas: ele não vai resistir! Nem você.

Massagem nos pés
Além de relaxar, é uma delícia. E o contato entre vocês fica mais forte.

Faça caretas
Transformar o choro em riso é uma arte, mas você pode tentar fazendo caras e bocas malucas, que tal?

Fonte: pediatra Christiani Moraes e Revista Crescer

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