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Homens se abrem sobre as expectativas com a chegada de seus filhos

Homens à espera de seus bebês compartilham sentimentos e inseguranças, desde a descoberta da gravidez até a expectativa do futuro, com o filho nos braços

Jhonatan Ferreira e Samara Castro: expectativa com a chegada de Maia
Jhonatan Ferreira e Samara Castro: expectativa com a chegada de Maia
Foto: Ricardo Medeiros

Apesar da gravidez estar diretamente ligada ao corpo da mulher, a experiência da gestação é compartilhada também com o futuro papai. É ele, por exemplo, que muitas vezes fica nervoso. Por isso, às vésperas do Dia dos Pais, alguns homens compartilham sentimentos e inseguranças, desde a descoberta da gravidez, até o que esperam do futuro, com o filho nos braços.

O empresário Jhonatan Ferreira da Silva, 34 anos, que já é pai de Henry, 13, de um relacionamento anterior, em breve será da Maia. Ele, que foi pai pela primeira vez jovem, conta que agora, com a maturidade, a diferença será grande. “Sempre quis ser pai, formar uma família, isso era projeto antigo, desde menino, só que as coisas aconteceram fora de seu tempo na primeira paternidade. Agora a cabeça é outra, e será diferente”.

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Ele se preocupa em sempre estar presente e cuidar, com amor e carinho, de seu filho, seus enteados e, futuramente, de sua filha. “Tenho a sensibilidade de não cometer erros de exemplos que eu tive”, esclarece.

O contato com Maia já acontece na barriga. E a relação pai e filha é construída diariamente. “Quando coloco a mão na barriga ela acalma”. Jhonatan conta ainda que pretende ser um pai zeloso. “Quero ser um exemplo, o pai que cuida e protege. Quero ajudar nas escolhas, nos ensinamentos, a construir um bom-caráter, honestidade e a buscar os seus sonhos”.

O servidor público André Cesquim planejou a chegada do filho
O servidor público André Cesquim planejou a chegada do filho
Foto: Carlos Alberto Silva

Pai com diálogo

Com André Cesquin Tourino, 32 anos, casado com Amanda Formagio de Oliveira, 29 anos, a história foi diferente. O casal estruturou a vida profissional e financeira e planejou a chegada do bebê Henry, já aguardado há 7 meses.

Para o servidor público, o desejo de ser pai apareceu com a vida adulta. “A ideia veio com o amadurecimento, quando estamos adultos temos outros objetivos, construir família, passar experiências”, relata. Ele, órfão de pai desde os 3 anos, reflete que a sensibilidade e o sentimento paterno tenham forte presença nele. “É muito especial o momento, porque vou aprender a lidar com a importância da paternidade”, considera.

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A relação entre o André e Henry está a todo vapor. “Conversamos todos os dias, quando eu saio para trabalhar, eu me despeço. E quando chego em casa, a primeira coisa que faço é beijar minha esposa e a barriga, digo que o amo e que estamos esperando ele”, diz com carinho.

André quer ser um pai aberto a todas as possibilidades, ser amigo do seu filho, trocar sentimentos e ajudá-lo a crescer e se tornar um ser humano bom. “Não quero planejar as coisas para ele, quero ser um pai bem próximo mas não impositivo, com diálogo aberto”, pondera.

 

 

Pedro Henrique Gomes e  Bianca Souza: a filha Olga nasce este mês
Pedro Henrique Gomes e Bianca Souza: a filha Olga nasce este mês
Foto: Ricardo Medeiros

Pai presente

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Também pai de primeira viagem, Pedro Henrique Gomes de Oliveira, 21 anos, confessa um susto inicial, compartilhado com a namorada e mãe do bebê, Bianca Souza Pitanga de Freitas, 22 anos, com a descoberta que Olga estava chegando, prevista para nascer neste mês. “Foi bem desesperador, mas agora estou bem ansioso com a chegada dela”, compartilha.

A preocupação com o futuro de Olga é constante, tanto que o fotógrafo já projetou as possíveis necessidades que a filha pode precisar até a vida adulta. “Quero dar o melhor para minha filha, colocar numa escola boa, ela poder sair para se divertir”, idealiza.

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Ele diz que a ficha ainda não caiu. “Eu só paro para pensar quando vejo o ultrassom”, revela em meio a risadas, quando questionado sobre a relação dele com a Olga ainda na barriga.

Pedro carrega com carinho a ligação próxima dele com o pai, já falecido, e traz essa influência para sua relação com a filha. “Eu vou ser um pai muito presente na vida dela, isso é uma coisa que falta na sociedade, a família presente, às vezes trabalha o dia inteiro, e a qualidade do tempo com a criança não é boa”, esclarece Pedro Henrique, e conclui, “todo o tempo que eu tenho, eu vou ficar com ela, não deixar ela no celular o dia inteiro, quero ela brincando, ralando o joelho”, diz rindo.

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