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Massagem modeladora é aposta para ter corpão sarado sem lipo

Novos métodos e técnicas prometem resultados até mais eficazes do que só ficar na base dos aparelhos estéticos; mulheres contam como têm conquistado o corpo traçado só relaxando

A empresária Luciana Costa faz massagem duas vezes por semana e também não abre mão de frequentar a clínica de estética que frequenta na Barra do Jucu, em Vila Velha
A empresária Luciana Costa faz massagem duas vezes por semana e também não abre mão de frequentar a clínica de estética que frequenta na Barra do Jucu, em Vila Velha
Foto: Rodrigo Gavini

A empresária Luciana Costa, de 32 anos, já é figurinha fácil na sala de drenagem de um espaço de estética em Vila Velha há sete anos. Lá, relaxa – e drena (muito!) líquido – por até uma hora e meia duas vezes na semana. Tudo começou quando ela procurou o serviço para fins estéticos, mas acabou vendo vantagem até na saúde. E, ao longo desse período, já ouviu de alguns médicos os benefícios que pode ter uma massagem bem feita.

Mas ela não é a única que voltou alguns anos nos avanços da medicina estética e decidiu dar um basta. Vários entusiastas da beleza dispararam um “parem as máquinas” há algum tempo porque nem tudo se resolve na base da radiofrequência, carboxiterapia, lasers e leds – apesar de todos terem resultados muito bons em protocolos individuais e associados. A questão é só que os serviços manuais – como a drenagem que a Luciana faz – têm um potencial enorme de serem hits no universo beauty em se tratando de boa eficácia.

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“Quando busquei a primeira vez pelas massagens já tinha, em casa, mamãe que sempre fez drenagem. Minha irmã também fazia de vez em quando, e como eu sempre tive alimentação regrada e exercícios físicos regulares queria incrementar os resultados no corpo”, conta. Para ela, a diferença é praticamente instantânea: “A gente se pesa antes e depois da massagem. Às vezes, perco até dois quilos na balança. E aí você pensa: era tudo isso de líquido pesando no corpo”.

A retenção líquida de que ela fala pode ser causada por várias situações. No entanto, a alimentação rica em sódio e açúcares, sedentarismo e falta de ingestão de alguns minerais e vitaminas são os fatores mais comuns. É por isso que, assim como a massagem em si, os produtos e óleos que são usados no manuseio do corpo são definidos de acordo com a demanda de cada organismo, como explica a esteticista Diana Ribeiro, que há 24 anos atua na área e foi até premiada com os selos “Mãos de Ouro” e “Mãos de Safira”, com a melhor drenagem linfática de concurso da área. Além disso, a expert atualmente também aplica um método específico de emagrecimento que ela mesma criou e batizou de Drenagem DR Orgânica.

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“Os ativos são escolhidos também pelo objetivo da massagem. Eles podem ser vasodilatadores, podem aumentar a oxigenação dos tecidos e até ajudar a quebrar moléculas de gordura e diminuir inchaço. Em um mesmo produto, também é possível alcançar mais de um benefício desses, o que vai deixar a aparência do corpo mais bonita e vai melhorar a circulação”, diz. Apesar de ter uma demanda grande na área da estética, Diana pondera que as versões relaxantes também têm sido queridinhas de sua clientela: “Essas trabalham pontos de tensão e são à base de movimentos leves, que estimulam os gânglios linfáticos a eliminar toxinas e líquido do corpo. A modeladora é que é mais intensa, com mais pressão por meio de amassamentos e deslizamentos que atingem camadas até mais profundas da pele”, destaca.

CORPÃO DE DRENAGEM

A dona de casa Sandra Wagner, de 55 anos, é frequentemente alvo de dúvidas entre as amigas. Mas tudo isso porque a bonita tem um corpão que ela jura de pé junto nunca ter visto a lâmina de um bisturi: “É só drenagem, gente”, imita ela, falando à reportagem como ela responde quem a questiona sobre cirurgias plásticas. Há quatro anos ela mantém uma rotina fixa de massagem, toda quinta-feira, às 15h. E essa agenda é intocável. “Para mim não tem essa de só fazer no pré-verão ou em uma época do ano só. Faço continuamente e não abro mão de jeito nenhum (risos). Já frequento a mesma esteticista, sou viciada e não tem como deixar de ir”, dispara ela.

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Para Sandra, inclusive, esse pode ser um diferencial para que o abdômen dela chame tanto a atenção assim: continuidade. “Não dá para fazer um tratamento, parar e voltar. É isso que eu falo. Às vezes também faço uma radiofrequência junto, mas é na modeladora que eu me garanto. É bem-estar, é um momento que eu tiro para mim e isso porque quero sempre estar com a melhor aparência possível”, justifica. Mas nem para Sandra a silhueta chega como um milagre. Além das sessões vitalícias da massagem, ela fica de olho no cardápio e na academia. “Temos que nos cobrar, não é?”, questiona.

A dona de casa Sandra Wagner faz massagem uma vez por semana e não abre mão da técnica; ela frequenta clínica de estética da Praia do Canto, em Vitória
A dona de casa Sandra Wagner faz massagem uma vez por semana e não abre mão da técnica; ela frequenta clínica de estética da Praia do Canto, em Vitória
Foto: Ricardo Medeiros

Segundo a dona de casa, quando ela buscou o serviço ela já tinha ido a dois cirurgiões plásticos para dar um jeito na barriga. E um deles a alertou para o quão eficaz poderia ser a massagem no seu caso. “Eu sempre tive esse hábito mais saudável, então lembro que ele disse: ‘Tenta a massagem. Se não der certo, você volta aqui’. E ele estava certo”, comemora.

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Sandra acha lindo olhar no espelho e ver o corpo esbelto. Mas, de acordo com ela, melhor ainda é sentir melhora no funcionamento do organismo mesmo. A loira se lembra de uma viagem recente que fez, em que ficou 15 dias fora. Quando voltou, sentiu as pernas mais pesadas e logo associou o sintoma à falta de alguém drenando o que não a pertence. “Eu brinco com a minha esteticista, que é sempre a mesma, que não posso ficar sem ela (risos). Ter o profissional certo, na minha opinião, também é fundamental. Em um serviço e relação como essa tem que ter confiança e intimidade”, avalia.

Foto: Ricardo Medeiros

E não é para menos a consideração que a dona de casa faz. Prova disso são os 21 anos que já coleciona a empresária Maria Izabel Braga, de 44 anos, nas idas à mesma clínica de estética que frequenta, em Vila Velha. Ela, que já mantém um calendário de massagem assíduo há 27 anos, começou a sorrir para os momentos de relax em um clube de São Paulo. “Eu era sócia desse clube e às quartas encontrava com amigas na sauna. Lá descobri a massagem. Busquei o serviço para relaxar, mas depois passei por outros profissionais até que encontrei a que me acompanha até hoje”, fala, indicando a esteticista Diana.

Atualmente, Maria Izabel vai ao estúdio duas vezes na semana e aproveita cada segundo da uma hora e meia, em média, que fica no local. “Isso porque ‘não tenho tempo’, senão faria mais vezes (risos). Mas considero um momento indispensável na minha vida. Me sinto renovada, leve, quando saio de lá. Mas eu também sou prova de que tem que ter afinidade e confiança na profissional à que você entrega seu corpo. Fora que você vai e conversa, fala da vida... Ela já conhece todo mundo de tanto que você fala… (risos)… É uma maravilha”, garante.

A empresária Maria Izabel Braga vai à mesma clínica há 21 anos e também faz massagens duas vezes na semana
A empresária Maria Izabel Braga vai à mesma clínica há 21 anos e também faz massagens duas vezes na semana
Foto: Rodrigo Gavini

APARELHO X MANUAL

O embate entre o quanto um aparelho pode ser melhor do que os serviços manuais rende um bocado, mas é importante começar entendendo que cada protocolo depende da necessidade e desejo que cada um tem. “Eu considero que os aparelhos agem de forma diferente do manual. Associadas as técnicas é que se tem o melhor resultado, mas só um ou só outro também têm o seu lugar. Na massagem pura, por exemplo, usar algum creme termogênico ou manta em um protocolo pode fazer o paciente reduzir medidas e até dois quilos em uma só sessão”, considera a nutricionista e proprietária da Clínica Excelência, Ana Paula Braun.

Para ela, a personalização que proporciona um tratamento todo à base de serviços manuais é que faz toda a diferença. E, ao contrário do que muitos podem pensar, essas sessões podem custar a partir de R$ 60. E, em pacotes, podem ficar até com preços mais competitivos. “A maior parte das pessoas opta por fidelizar a esteticista e o horário, então acaba sendo fixa. Mas o fato de ter um valor acessível também é chamariz para novas pessoas que querem conhecer a técnica”, relata.

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A esteticista Diana Ribeiro, proprietária do Centro Integrado de Beleza Diana Ribeiro, concorda que os métodos do “fatto a mano” podem ser muito mais interessantes para quem bate ponto na clínica de estética. “A vantagem é que uma massagem só consegue tratar e melhorar vários aspectos. Vejo que os aparelhos têm um resultado muito bom em tratamentos pontuais, como o de flacidez, por exemplo. Mas a troca de contato da profissional com a cliente é impressionante, além de promover todo um relaxamento, estabelecer confiança e tudo o mais”, observa.