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Polos industriais são alternativas para empresas

O objetivo é melhorar a mobilidade e reduzir o impacto no meio ambiente

Mercado cada vez mais competitivo, crescimento desordenado das cidades, modais de transporte nem sempre desenvolvidos, restrições a tráfego de cargas nos centros urbanos. Esses fatores combinados representam o grande desafio das empresas na atualidade, que é a logística de distribuição. Afinal, como é possível expandir os negócios e reduzir os custos ao mesmo tempo, especialmente neste cenário de crise, diante de tantos obstáculos?

A esses elementos, deve-se somar ainda a preocupação cada vez maior com o meio ambiente e a mobilidade, que reúnem gestores públicos e a sociedade em torno da criação de regras mais rígidas para a ocupação das cidades. A saída encontrada por empresários e administrações públicas têm sido a descentralização dos polos industriais, já que a concentração de um grande número de empresas numa mesma área causa uma série de problemas a negócios e moradores, como congestionamentos e poluição.

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Foto: Divulgação

“A criação de zonas industriais espalhadas pelo território brasileiro, com novos espaços para produção e armazenamento, otimiza o tráfego de produtos e racionaliza a logística envolvida”, atesta Alexandre Schubert, diretor da VTO Polos Empresariais, grupo que reúne empresas especializadas na construção civil e no desenvolvimento urbano, especialmente loteamentos.

A logística é o Santo Graal das empresas: a redução dos custos aliada ao aumento de produtividade nunca deixará de ser perseguido pelos gestores. E em um mercado exigente, em que os produtos se tornam cada vez mais iguais, a empresa mais competitiva será aquela que conseguir ser mais eficiente, entregando a mercadoria ou serviço o mais rápido possível na mão de seus clientes.

As instalações devem ser localizadas onde possam maximizar o lucro da empresa, e a decisão de transporte, sem dúvida, é uma das principais decisões logísticas, além de representar a maior parte dos custos das organizações, segundo um estudo do Instituto de Educação Tecnológica. Os números indicam que os gastos com transporte de carga podem equivaler a até 60% dos custos de uma indústria com logística.

Mas como fazer quando os modais não chegam até ponto de venda, às mãos do consumidor? Na maioria das grandes cidades e regiões metropolitanas do país já existem restrições à circulação de transporte de cargas, seja com determinação de horários, seja de tamanho dos veículos. “As empresas são obrigadas a se adequar para continuar atendendo aos seus clientes, investindo em áreas intermediárias de estoque e distribuição, melhorando sua logística e operando no sistema de just in time, que é otimizar sua gestão de estoque”, explica Alexandre.

Em outras palavras, surge a necessidade de áreas menores para recebimento e armazenamento provisória, resolvendo um dos gargalos que é a gestão de estoque. Esses espaços ficam localizados dentro das cidades, em áreas estratégicas com acesso a vias centrais que levam às principais áreas comerciais.

Cada vez mais comuns nos grandes aglomerados urbanos ao redor do mundo, essas zonas de distribuição surgiram na Região Metropolitana da Grande Vitória há alguns anos. Basta uma rápida passada pela região de Civit II, na Serra, onde são comuns galpões de empresas distribuidoras. Também representam essa tendência os centros de distribuição dos supermercados, que funcionam como entreposto para o recebimento de mercadorias da indústria, oriundas de outros Estados, e distribuição entre as suas unidades nos bairros.

Loteamento

Um novo loteamento empresarial, nesses moldes modernos, está surgindo em Cariacica. O Parque Leste Oeste está localizado na rodovia de mesmo nome, que ligará as BRs 101 e 262, em Cariacica, e a Rodovia Darly Santos, em Vila Velha. O loteamento está cravado em posição estratégica, próximo à zona portuária e à linha ferroviária, permitindo o elo entre o recebimento de mercadorias e insumos nacionais e internacionais e o escoamento para o consumidor do Estado.

“O Parque Leste Oeste tem basicamente três portas abertas: uma delas é para o mercado consumidor da capital e demais municípios da região metropolitana, a segunda é para o mercado externo internacional, através do porto, afinal estamos localizados ao lado da retroárea do porto de Vila Velha, e a conexão da rodovia Leste Oeste com BR 101 e ao modal ferroviário nos liga ao resto do Brasil. Tudo isso, dá ao empreendimento esse perfil de entreposto logístico”, explica Alexandre.

O Parque Leste Oeste é a última grande área de loteamento na Grande Vitória e conta com 344 lotes, entre empresariais e residenciais. A estimativa é que o bairro receba um fluxo de 15 mil pessoas, contabilizando moradores e visitantes, e cerca de 25 mil veículos por dia. O desenvolvimento é certeiro e sinérgico: ao instalar comércio e serviço, o bairro atrai novos habitantes, e essa população consumidora atrai novos empreendimentos.

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