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Ensino individualizado aumenta satisfação de alunos e gera autonomia

Segundo especialistas da área, ao adequar o processo de aprendizagem ao ritmo pessoal de cada estudante, ele passa a responsabilizar-se por sua própria aprendizagem

“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou para a sua construção”. A frase de Paulo Freire, um dos mais renomados educadores do século XX, se encaixa em uma das maiores tendências de educação na atualidade: o olhar individualizado para cada aluno.

A principal característica desse estilo de ensino é apostar na atenção pessoal para cada estudante. Para tal, os professores e pedagogos da escola traçam o perfil de cada aluno e passam a tratá-lo dentro de suas necessidades e características únicas. Diante disso, a Escola busca diferentes modelos criativos, interativos e dedicados para determinar o conhecimento real dos alunos, desde uma aula expositiva até a prática ou pesquisa de campo.

Segundo especialistas da área de educação, ao adequar o processo de ensino ao ritmo pessoal de cada aluno, o estudante passa a responsabilizar-se por sua própria aprendizagem. Ao mesmo tempo, ao aumentar a autonomia e a confiança de cada aluno em relação ao seu aprendizado, o professor faz com que ele se sinta mais valorizado e por isso, mais motivado a acompanhar o ensino proposto.

Com dois filhos educados desde as séries iniciais dentro deste método, o casal, Carla Borcelli e Geraldo Amorim, aprova a tendência individualizada de ensino. Davi, o filho mais novo, de 11 anos, começou na Ping Pong Educação Infantil, desde os primeiros meses de vida, e hoje estuda no Colégio Evolução, na Enseada do Suá, em Vitória. O mesmo aconteceu com Manuela, hoje com 15 anos, que estudou na unidade dos 4 meses aos 11 anos.

“Meus filhos têm perfis bem diferentes. Manuela é mais calma, mais focada e tranquila. Davi é mais agitado. E, mesmo assim, a escola soube acolhê-los dentro de suas individualidades. Isso só foi possível devido ao estilo de educação individualizada. A escola trata a criança como ‘um’, e não ‘mais um’ entre todos”, opina o casal.

 A Escola busca diferentes modelos criativos, interativos e dedicados para determinar o conhecimento real dos alunos, desde uma aula expositiva até a prática ou pesquisa de campo
A Escola busca diferentes modelos criativos, interativos e dedicados para determinar o conhecimento real dos alunos, desde uma aula expositiva até a prática ou pesquisa de campo
Foto: Divulgação

Participação familiar

A participação familiar nas atividades e programações desenvolvidas pela Escola traz um reforço positivo para o aluno, pois permite que ele se torne mais responsável e independente. Segundo a diretora da Ping Pong Educação Infantil e do Colégio Evolução, Márcia Azevedo, é muito importante a participação direta da família em todos os assuntos tratados dentro da escola.

“É importante o aluno entender que os seus familiares estão envolvidos e interessados nos assuntos e discussões referentes à escola. O exemplo do comportamento dos pais e a atenção da escola gera compromisso e desenvolve responsabilidades, aumentando a condição de autonomia e evolução permanente da criança. Famílias participativas geram crianças compromissadas”, explica a diretora.

Carla e Geraldo acompanharam de perto o desenvolvimento dos filhos. “Em muitas escolas, o pai só leva o filho até o portão de entrada e depois só volta para buscá-lo. Em uma unidade com ensino individualizado, o pai vai até a sala de aula, interage com as professoras e entra na escola sempre que precisar”, exemplificam os pais de Manuela e Davi.

Atenção Individualizada

Na Ping Pong Educação Infantil e no Colégio Evolução, as turmas, do berçário até o 5º ano, têm o número de alunos reduzido por sala. Isto permite mais atenção da escola e aumenta as possibilidades da criança em ser ouvida e atendida em suas demandas. Já os alunos novos são inseridos após minuciosa entrevista com a família para determinação do perfil da criança, o que garante uma melhor adaptação dentro do grupo existente.

“Ao investir em uma forma de ensinar individualizada e em trabalho interativo diário, passamos a conhecer de perto cada criança. Isto permite que o estudante tenha todas as ferramentas para atingir o seu potencial, aumentando a sua autonomia e valorizando as suas habilidades”, completa Márcia.

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