Capixabas se destacam em Festival de Dança de Joinville

Dois grupos do ES foram premiados em uma única noite do festival

Publicado em 24/07/2019 às 22h03

Atualizado em 26/07/2019 às 13h37

Paloma Tauffer de Jesus e Dielson Barbosa dos Santos, bailarinos capixabas
Foto:Bernardo Firme
Paloma Tauffer de Jesus e Dielson Barbosa dos Santos, bailarinos capixabas

Dois grupos capixabas conquistaram prêmios na noite desta terça-feira (23), no maior festival de dança da América Latina, o Festival de Dança de Joinville. Os trabalhos premiados foram das escolas Espaço da Dança e Balé da Ilha, que se apresentaram nas categorias de duo clássico livre avançado e conjunto neoclássico sênior, respectivamente.

Dielson Barbosa e Paloma Tauffer, do Espaço da Dança, foram os primeiros premiados da noite com o duo “Eu em ti” do coreografo Marcos Saleme. Os bailarinos que começaram em projetos sociais e depois conseguiram vagas como bolsistas da escola conquistaram o troféu de terceiro lugar, contra bailarinos de diversos locais do Brasil e do mundo.

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Para o coreógrafo, Marcos Saleme, independente do resultado no palco, em cena foi extremamente satisfatório. “Eles estavam completamente entregues à proposta coreográfica. Muitas pessoas falaram que a intenção deles conseguiu chegar no público”, relata o coreógrafo.

Os bailarinos voltam ao Espírito Santo nesta quinta-feira (25) e segundo a diretora da escola, Liliane Cunha, os trabalhos continuam. O objetivo é participar do Prêmio Internacional de Dança de São Paulo (Pridansp), que acontece em agosto, além da Seletiva paulista para ao festival Valentina Koslova International Ballet Competition, que acontece em 2020 em Nova Iorque.

Liliane explicou que não pode acompanhar os bailarinos pois a escola ajudou os mesmos a custearem a viagem, mas passou o dia acompanhando toda emoção dos bailarinos por conquistarem a oportunidade.

Capixabas se destacam em Festival de Dança de Joinville
Foto:Arquivo pessoal
Capixabas se destacam em Festival de Dança de Joinville

“São muitos anos tentando, então esse é um resultado também de superação, tanto dos bailarinos que enfrentaram muitas dificuldade para estarem lá, como para o Marcos que começou como aluno em nossa escola e hoje tem se revelado como grande coreógrafo para o estado”, aponta Liliane.

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Conjunto

Depois da noite desta de terça-feira quem também trará o troféu de terceiro lugar para as terras capixabas é o grupo Balé da Ilha, que conquistou a premiação na categoria conjunto neoclássico sênior, com a coreografia “Sonho” de Patrícia Miranda.

Grupo neoclássico sênior vencedor no Festival de Joinville
Foto: (Foto: Arquivo Pessoal)
Grupo neoclássico sênior vencedor no Festival de Joinville

O grupo de formação profissional que já é experiente nos palcos de Joinville somou na noite desta terça, três premiações em três anos consecutivos no festival. Foram diversas coreografias que fizeram parte da história do grupo que une médicos, engenheiros, contadores, e também aqueles que escolheram a dança como profissão, e diante desse contexto foi criada a proposta coregráfica da obra.

Patrícia explica que a coreografia é uma releitura da obra de “Sonhos” do balé de repertório Don Quixote e visa retratar o e a história de cada bailarino do grupo. “Uma das frase que me baseei foi ‘o sonho é o que faz andar a nossa estrada, e isso que quis relatar. A estrada de cada bailarino que faz parte desse grupo”, detalha.

A coreografia foi representada pelos bailarinos Juliander Agrizzi, Luisa Ciciliotti, Klaura Costa, Lara Errera, Bruna Borgo, Rodrigo Soares, Thayna Fabiano, Fernanda Ziviani, André Danilo, Regina Shimada, Polyana Vasconcellos, Rayanne Guimarães e Rebeca Faioli e ensaiada pelo professor Ernesto Ulacia.

 

Noite competitiva

É comum que no festival de Joinville, no dia seguinte a apresentação os correógrafos tenham uma conversa com os Jurados para que possam dar um parecer em relação a desenvoltura técnica dos bailarinos no palco. Para a noite desta terça-feira (23) de modo geral, os jurados classificaram a participação dos bailarinos como dignas de companhias profissionais. Isso porque os trabalhos apresentados tinham grande qualidade técnica e cênica.

Tanto Marcos como Patrícia, relataram que, essa fala dos jurados marcou muito, porque reforça a qualidade do trabalho técnico dos capixabas frente a tantos bailarinos além de reforçar toda gratificação que também receberam do público.

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