"Godzilla: o devorador de Planetas" mantém o baixo nível da trilogia

Para não cometer injustiças com o filme, vale destacar uma abordagem religiosa que injeta novidade e curiosidade à trama

Publicado em 14/01/2019 às 13h23

Godzilla: o devorador de Planetas
Foto:Netflix
Godzilla: o devorador de Planetas

Há cerca de um ano, eu assistia ao primeiro longa de uma trilogia de animes sobre um mundo onde o colossal titã Godzilla havia finalmente ganho sua batalha contra a humanidade. “Godzilla: Planeta dos Monstros” tinha um tremendo potencial e uma boa premissa que infelizmente eram ofuscados pelo péssimo roteiro, por uma animação sem expressão e por diversos outros problemas que foram listados na crítica do filme.

Alguns meses após o lançamento do primeiro longa, chegou à Netflix o segundo da saga, “Godzilla: Cidade no Limiar da Batalha”, que possuía o mesmo potencial do primeiro e praticamente os mesmos erros. Eis que agora, praticamente após a Terra ter dado uma volta completa em torno do Sol desde o lançamento do primeiro filme, chega ao serviço de streaming a conclusão épica desta trilogia. Uma repetição de potencial desperdiçado ou finalmente um longa decente do Godzilla?

Godzilla: o devorador de Planetas
Foto:Netflix
Godzilla: o devorador de Planetas

REPETIÇÕES

“Godzilla: o Devorador de Planetas” é (obviamente) a conclusão da trilogia e mostra (mais) uma última investida contra o titã. Acontece que desta vez outros monstros entrarão na batalha contra o rei dos monstros.

A má notícia é que o novo anime do Godzilla é uma espécie de pleonasmo dos erros dos capítulos anteriores, com exceção de um defeito original: nada faz muito sentido. Parece que os diretores Hiroyuki Seshita e Kôbun Shizuno, e o roteirista Gen Urobuchi não tinham muita ideia de como concluir a história e reciclaram cenas dos capítulos anteriores, além de jogar de forma aleatória e avulsa elementos clássicos da mitologia do Godzilla e de misturar vários elementos soltos.

Para não cometer injustiças com o filme, vale destacar uma abordagem religiosa que injeta novidade e curiosidade à trama abordada sem nenhuma energia ou impulso narrativo. É no mínimo curioso ver essa nova temática sendo trabalhada e a maneira como ela afeta os já consagrados monstros da mitologia.

O que incomoda na trilogia é o fato de os filmes serem chatos, maçantes e sem nenhuma energia – até o clímax é tedioso, o que faz o espectador pensar sobre todas as outras obras a que poderia estar assistindo no lugar de uma boa premissa desperdiçada.

Confira a crítica do filme anterior

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