Produtora de filmes capixaba faz sucesso no cenário nacional

A Pique-Bandeira Filmes completa oito anos em agosto

Publicado em 02/09/2019 às 10h08

Atualizado em 02/09/2019 às 10h59

Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize, sócios da Pique-Bandeira Filmes
Foto:Carlos Alberto Silva
Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize, sócios da Pique-Bandeira Filmes

Liderada por Vitor Graize e Rodrigo de Oliveira, a produtora e distribuidora capixaba Pique-Bandeira Filmes celebrou oito anos de atividades em agosto. O longa “Os Primeiros Soldados”, prestes a ser rodado em Vitória, é o quinto da empresa e o terceiro de ficção do diretor Rodrigo de Oliveira.

Embora hoje seja comandada por Vitor e Rodrigo, a Pique-Bandeira foi fundada por eles e por Igor Pontini. Ele deixou a função na produtora após aceitar o cargo de presidente da RTV-ES, no governo estadual.

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A empresa tem como foco a produção e distribuição de projetos autorais para cinema e TV.

“Criar a produtora foi uma forma de realizar os projetos que a gente sonhava e de profissionalizar a nossa relação com o cinema. No início, para fazer os nossos filmes e aos poucos também agregando cineastas e profissionais que admiramos”, destaca Graize.

Segundo ele, além do novo filme prestes a ser gravado, a Pique-Bandeira vai apresentar dois novos curtas no Festival de Cinema de Vitória e lançou “Chão de Rua”, uma coprodução nacional no prestigiado Festival de Locarno, na Suíça.

A dupla conta ainda com a série “Habitação Social - Projetos de um Brasil” em exibição na rede nacional de TVs públicas. Os longas anteriores “As Horas Vulgares”, codireção de Rodrigo e Vitor, coproduzido com a Patuléia Filmes, e “Teobaldo Morto, Romeu Exilado”, coproduzido com a Galpão Produções, fizeram carreira em festivais e estão agora disponíveis sob demanda no site da produtora.

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Lançado em 2011, “As Horas Vulgares” também integrou a grade de programação do Canal Brasil. O longa mais recente de Rodrigo, “Todos os Paulos do Mundo”, é um documentário produzido pela carioca Bananeira Filmes sobre o ator Paulo José.

A obra concorreu a diversas categorias no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, realizado no mês de agosto, e foi o vencedor na categoria de Melhor Montagem de Documentário, assinada por Rodrigo de Oliveira e seu co-diretor Gustavo Ribeiro.

“Vivemos um momento importante para a cadeia produtiva do audiovisual brasileiro. Estamos preocupados também em gerar trabalho e renda aqui no estado. Temos de dialogar com quem está perto da gente, pois entendemos que esse processo também enriquece nossos filmes”, analisa Graize.

OBRA PREMIADA

O sócio da Pique-Bandeira foi quem também produziu o Arábia, dos cineastas brasileiros João Dumans e Affonso Uchoa. O filme lançado em 2017 narra a história de Cristiano (Aristides de Sousa), um trabalhador comum nos ares de Minas Gerais.

Após uma rápida passagem na prisão, Cristiano experimenta diversas atividades profissionais. Tudo é narrado em um diário. Quando ele sofre um acidente de trabalho, o adolescente André (Murilo Caliari) encontra o diário e mergulha nos amores e dissabores do típico brasileiro representado por Murilo.

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O filme foi premiado com quatro Candangos no 50º Festival de Brasília, em 2017: melhor filme, melhor ator (Aristides de Sousa), melhor trilha sonora e melhor montagem. “O Arábia é um filme lindo e importante. Está tendo uma repercussão ótima desde que foi lançado. Recentemente, ele estreou no Mubi, que é uma plataforma de streaming de filmes arthouse”, explicou.

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