Notícia

Fonte de vida

ESPECIAL PUBLICITÁRIO

Formado na junção dos rios Piraquê-Açu e Piraquê-Mirim, o manguezal de Aracruz, no norte do Espírito Santo, é uma área de preservação permanente, que possui 1.651 hectares. É um paraíso ecológico e navegável em quase toda sua extensão. Tem profundidades que variam entre 2m e 15m e apresenta águas salobras ricas em espécies marinhas e terrestres. O estuário é o maior do Espírito Santo.

Confira o oitavo capítulo da websérie:

 

Além de berçário para muitas espécies, o manguezal de Aracruz, na região de Santa Cruz, é também um laboratório para os pesquisadores da Rede Rio Doce Mar, parceira da Fundação Renova nas ações de reparação dos danos provocados pela barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, em novembro de 2015.

Foto: Edson Chagas

 

Aqui, eles monitoram os crustáceos (caranguejo e guaiamum) e plantas nativas do manguezal. Para acompanhar o trabalho dos pesquisadores precisei esperar a maré baixar. Era fim de tarde. E lá fomos nós... Em meio à lama, eles contam e medem as tocas onde os crustáceos se escondem. Assim, os pesquisadores conseguem saber a população e o tamanho de cada indivíduo. Olha, só aqui existem muitos... muitos mesmo.

Foto: Edson Chagas


Fiquei mais impressionado ainda com os equipamentos usados por eles. Para saber a vitalidade das plantas os pesquisadores usam uma espécie de Raio-X para saber se elas estão fazendo a fotossíntese corretamente. A cada dia eles percorrerem uma área diferente do manguezal fazendo esse trabalho. Até o fim do ano os primeiros resultados devem sair. Em seguida, os pesquisadores poderão comparar os dados atuais com os coletados anos atrás, já que esse trabalho havia sido realizado e catalogado por outra equipe.

O monitoramento da biodiversidade aquática e marinha do rio Doce envolve cerca de 600 pesquisadores de todo o Brasil. Serão coletadas 43 mil amostras de água, sedimentos, animais e vegetais na bacia do Doce, que inclui o rio, estuários, lagos, praias, costa e mar. Isso sim é cuidar de um rio.


Assinado: Bruno Faustino

Ver comentários