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Capixabas com brilho de sobra no esporte, na música e na comunidade

Orgulhosos de ter nascido no ES, eles se destacam pelo talento e pela determinação para realizar seus sonhos #somoscapixabas

Não há como negar que em todos os grupos de convívio social sempre existem aquelas pessoas que se destacam de forma natural, ganhando unanimidade em tudo que fazem e dando o melhor de si até nas pequenas atitudes com um sorriso contagiante.

 E no Espírito Santo há exemplos dessas figuras que são autênticas, corajosas e determinadas, sempre leais aos seus sonhos. Em um mundo onde cada vez mais as pessoas se tornam solitárias digitais, esses exemplos usam a empatia para levar o melhor para o coletivo, com gentileza e responsabilidade social.

 E por falar em gentileza que gera gentileza, um dos destaques é um homem que ajuda a mudar a rotina diária de uma comunidade que sofre com a violência urbana e a guerra do tráfico de drogas.

 Nascido e criado no Morro dos Alagoanos, em Vitória, Raimundo de Oliveira, 71 anos, acorda todos os dias com a certeza de que pequenos gestos podem levar a grandes resultados por meio de arte, cultura e atitudes do bem.

Raimundo de oliveira é referência de gentileza e boas iniciativas no Morro dos Alagoanos, em Vitória
Raimundo de oliveira é referência de gentileza e boas iniciativas no Morro dos Alagoanos, em Vitória
Foto: Bernardo Coutinho

“Temos que jogar a semente e cuidar todos os dias da planta, sempre com boas atitudes, multiplicando o amor e orgulho de morar na nossa comunidade. Com certeza, vivemos mais e melhor quando valorizamos o que temos e fazemos por onde melhorar a cada dia o ambiente em que estamos”, observa.

E entre as ações de destaque do Senhor Gentileza, como ficou conhecido, Raimundo de Oliveira, ao passar numa manhã por uma escadaria do morro e não receber nem um “oi” ou um “bom dia”, resolveu limpar e pintar o local, com cores alegres, além de escrever: “Sorria, dê bom dia, dê boa tarde, dê boa noite. Gentileza gera gentileza”.

Ele também já plantou árvores nas ladeiras do morro, montou um coral infantil e abriu uma biblioteca. Na maioria dos casos, usou dinheiro do próprio bolso. Também produziu uma das tradicionais festas da cidade, o Femusquim (Festival de Música de Botequim), em que levava para o morro shows de samba, bossa nova e MPB, com artistas locais e nacionais.

Já um outro exemplo capixaba que se destaca no país é a cantora lírica Natércia Lopes, 72 anos, que está entre as personalidades mais expressivas da cultura capixaba. Ela iniciou sua carreira musical na Escola de Música do Espírito Santo, mas já buscou complementar seus estudos em outros Estados e até na Europa, onde fez aprimoramento das técnicas vocais.

Para a solista, a música e a cultura fortalecem a pessoa, dando mais autoestima e amor próprio, assim como traz, por meio da vivência e interação com outros artistas, uma nova postura de vida.

“A arte leva à ressocialização, cria uma visão diferente de mundo. E o melhor: a cultura abre a nossa mente para continuar o movimento de buscar sempre novos conhecimentos e, com isso, nos melhora como pessoa”, afirma.

Vale destacar que Natércia já recebeu vários prêmios durante a sua carreira e já cantou nos principais teatros brasileiros, em capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Florianópolis, assim como se apresentou no exterior, em países como Itália, Portugal e Polônia. A cantora também já atuou como professora de música no Brasil e na Itália.

Natércia Lopes se orgulha de sempre que pode se apresentar em palcos capixabas
Natércia Lopes se orgulha de sempre que pode se apresentar em palcos capixabas
Foto: Bernardo Coutinho

Mas, independentemente do lugar onde se apresenta, para Natércia Lopes o mais importante é poder cantar e representar a arte capixaba em todos os palcos. “Eu verdadeiramente sou capixaba de corpo e alma, aqui vivo intensamente e sempre fortaleço a valorização da nossa cultura”, afirmou.

E numa forma de divulgar mais a música capixaba, com destaque para seu estilo, Natércia e um grupo de artistas e músicos vão realizar em novembro o Festival de Música Erudita do ES, que neste ano chega à sua sexta edição.

Outra capixaba que também é fera no que faz é Natália Gaudio, 25 anos, campeã pan-americana em 2016, hexacampeã brasileira e hexacampeã sul-americana de ginástica rítmica.

Uma das características de Natália é valorizar a cultura do Estado em suas apresentações – ela compete nos aparelhos arco, bola, maças e fita –, seja nas músicas, seja nas coreografias que executa durante as provas. Também faz questão de convidar atletas de outros Estados e países para virem fazer intercâmbio de treinamentos no Espírito Santo, já que o Estado é conhecido como um celeiro de talentos da ginástica rítmica.

Natália Gaudio, campeã pan-americana de ginástica rítmica, valoriza a cultura do Espírito Santo em suas apresentações, no Brasil e no mundo
Natália Gaudio, campeã pan-americana de ginástica rítmica, valoriza a cultura do Espírito Santo em suas apresentações, no Brasil e no mundo
Foto: Bernardo Coutinho

“Fico muito feliz em representar meu Estado mundo afora e saber que tenho a torcida e o carinho dos capixabas. Sempre digo que, por mais que eu conheça quase 30 países, eu sempre sinto muito orgulho e alegria em voltar pra casa”, disse.

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