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Os cuidados íntimos para o verão

Calor e umidade pedem mais atenção com a higiene íntima

O tempo quente exige maior cuidado da mulherada em relação à higiene íntima. O calor aumenta a frequência da transpiração, deixando a região vaginal mais quente e úmida que o habitual.

Manter o local bem arejado costuma ser difícil durante o verão. Afinal, a grande maioria dos maiôs e biquínis é feita de tecidos sintéticos, que impedem ou dificultam a transpiração da pele.

 

Foto para matéria de cuidados íntimos - Editoria: Vida

Outra atitude que aumenta a incidência de infecções é ficar com roupas de banho molhadas por muito tempo no corpo. Segundo especialistas, essa é a porta de entrada para diversos problemas vaginais. 


“A época é propícia para o crescimento e proliferação de fungos e bactérias, por causa das altas temperaturas e da umidade. Com isso, as infecções vaginais aumentam”, alerta a ginecologista Neide Aparecida Tosato Boldrini.

O principal passo para garantir a saúde genital no tempo quente é deixar a área sempre limpa e arejada, para que a transpiração excessiva não traga problemas. Segundo a ginecologista, o correto é lavar a região sempre com água corrente e sabonete neutro, que não modifique a flora vaginal.

A médica alerta, ainda, para a higiene excessiva. É comum, no calor, que as pessoas abusem dos banhos durante o dia, mas o hábito pode trazer diversos problemas para a saúde íntima feminina. “É uma prática que pode causar várias infecções. Recomendo evitar o uso excessivo do sabonete nas partes íntimas, porque isso retira a proteção natural”, ressalta.

Segundo a médica, o problema mais comum nesta época do ano é a candidíase. “É uma micose causada por fungos, que traz um desconforto muito grande para a mulher. Os sintomas são corrimento esbranquiçado e coceira. Na maioria das vezes, o problema aparece por causa do calor excessivo e da umidade muito grande”, esclarece Neide Boldrini.

Outra queixa muito ouvida pela médica no consultório durante a alta temporada é a ardência ao urinar. “A mulher sua bastante, mas acaba não se preocupando em repor essa água durante o dia. Lembro sempre às pacientes da importância de beber água regularmente, para evitar esse tipo de problema”, orienta.

 

Cuide-se!

 

Não fique muito tempo com o biquíni molhado
”O ideal seria que a mulher trocasse de calcinha assim que saísse da água”, ressalta a ginecologista Neide Boldrini. A umidade colabora na proliferação de
fungos e bactérias, que causam infecções as incômodas vaginais.

Prefira as roupas mais leves
Evite as peças justas e apertadas demais durante longos períodos. Para trabalhar, priorize as saias e vestidos de algodão, que facilitam a respiração da região íntima. “O jeans e outros tecidos sintéticos impedem que a transpiração ocorra da maneira adequada. Esse suor fica retido e contribui para a proliferação de bactérias e fungos, devido à umidade e ao calor”, explica a ginecologista.

Seque as peças íntimas em local arejado
Quem está acostumada a lavar calcinhas ou os biquínis durante o banho também deve ficar atento na hora do enxágue. Não deixe, de maneira nenhuma, as peças secarem no banheiro. Evite, ainda, o uso de amaciantes e alvejantes. Prefira sempre o sabão de coco ou os antialergênicos.

Tenha cuidado ao tomar muitos banhos por dia
Não exagere: um ou dois banhos já são suficientes. Se estiver difícil suportar o calor, tome o banho, mas evite lavar as partes usando sabonete com tanta frequência em um dia só. “A higiene excessiva tira a proteção natural da pele e pode ocasionar infecções”, informa a médica. A especialista ainda orienta as mulheres a se enxugarem bem após os banhos.

Escolha a roupa íntima com cuidado
As lingeries de nylon ou renda não são muito indicadas no verão, porque atrapalham a respiração, aumentando a umidade natural da região íntima. Prefira sempre as lingeries de tecido de algodão, que permitem que a pele transpire normalmente.

Fonte: ginecologista Neide Aparecida Tosato Boldrini e portal Delas.


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