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A trajetória de Richarlison: de Nova Venécia ao título da Copa América

Relembre a carreira do atacante de 22 anos desde os tempos de Real Noroeste até se tornar um dos destaques da Seleção Brasileira

Richarlison comemora gol no jogo entre Brasil e Peru, pela final da Copa América
Richarlison comemora gol no jogo entre Brasil e Peru, pela final da Copa América
Foto: Rudy Trindade/Agência Estado

Peça-chave. Saiu dos pés da joia capixaba o gol que sacramentou o título da Copa América à Seleção Brasileira. Não teve "dança do pombo", mas teve entrega, garra e bola na rede na primeira conquista de Richarlison com a Seleção Brasileira, na tarde deste domingo, no Maracanã. Você conhece a história do jogador de 22 anos?

Richarlison nasceu em Nova Venécia, região Norte do Espírito Santo, deu seus primeiros passos no futebol na escolinha do Régis, na sua cidade natal, foi recusado em testes pelo Brasil, até que surgiu o Real Noroeste, que se tornou seu clube formador. Pelas categorias de base do clube de Águia Branca, o atacante disputou a Copa Espírito Santo Sub-17 e Sub-20, além do Capixabão Sub-17, e no ano seguinte, em 2014, foi contratado pelo América-MG.

Richarlison, na época, junto com atletas do sub-15 do Real Noroeste
Richarlison, na época, junto com atletas do sub-15 do Real Noroeste
Foto: Real Noroeste/Divulgação

Não demorou para o capixaba sair do sub-20 para o time principal. Seu primeiro gol como profissional saiu no dia 4 de julho de 2015, na vitória por 3 a 1 diante do Mogi Mirim, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Em seis meses, Richarlison ajudou no acesso do time à elite nacional. Foram 24 jogos, nove gols e três assistências pelo Coelho, números que chamaram a atenção de clubes maiores, entre eles o Fluminense.

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Contratado por R$ 9 milhões (50% dos direitos) entre 2015 e 2016, foi no Tricolor que Richarlison ganhou projeção nacional. Virou xodó de Abel Braga e cresceu como atleta também.

 Henrique Dourado e Richarlison combinaram para 38 gols do Fluminense em 2017
Henrique Dourado e Richarlison combinaram para 38 gols do Fluminense em 2017
Foto: Lucas Merçon/Fluminense

No Brasileirão 2016, marcou seu primeiro gol em clássicos, diante do Flamengo, na vitória por 2 a 1. Ao todo ele fez 67 partidas pelo Fluminense, balançou as redes 19 vezes e conquistou dois títulos (Primeira Liga e Taça Guanabara).

Em meados de 2017, no auge, foi comprado pelo Watford por 12,5 milhões de euros. Na Inglaterra, foi um dos destaques da campanha da equipe na Premier League e chegou a marcar cinco gols nos seus 12 primeiros jogos. Depois, caiu de produção, mas seguiu muito badalado, principalmente no mercado europeu.

Richarlison comemora gol pelo Watford contra o West Ham
Richarlison comemora gol pelo Watford contra o West Ham
Foto: Eddie Keogh/Reuters

Richarlison também caiu nas graças da galera por sua simplicidade e seu carisma. As suas comemorações, com a “dança do pombo”, viraram febre e perduram até hoje, inclusive.

Logo o atacante foi negociado com o Everton, também da Inglaterra. Em julho de 2018, aos 22 anos, assinou por cinco temporadas por 40 milhões de euros, se tornando a contratação mais cara da história do clube inglês. Logo na primeira temporada, foi uma das peças principais do elenco e um dos artilheiros da equipe na Premier League, com 13 gols.

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O capixaba Richarlison tem brilhado no Everton
O capixaba Richarlison tem brilhado no Everton
Foto: Everton/Facebook

Inclusive, em uma votação realizada por torcedores do Everton em maio deste ano, ele foi eleito o melhor jogador jovem da temporada.

> Richarlison é eleito pela torcida o melhor jogador jovem da temporada

Em agosto do ano passado, o atacante Pedro, do Fluminense, foi cortado da Seleção Brasileira por conta de uma grave lesão no joelho direito. Para o lugar do goleador, Tite convocou Richarlison. De lá para cá, o capixaba não parou de vestir a amarelinha. Ele esteve em todas as convocações de amistosos, marcou gols, fez a “dança do pombo” além de estar presente na lista de Tite para a Copa América. O vídeo da reação do capixaba ao ouvir seu nome na convocação, ao lado da casa da família em Nova Venécia, rodou o mundo. 

Richarlison comemora no jogo entre Brasil e Honduras, no Beira-Rio
Richarlison comemora no jogo entre Brasil e Honduras, no Beira-Rio
Foto: Fabio Gomes/Agência Estado

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Com muita expectativa da torcida, Richarlison começou a Copa América como titular da Seleção Brasileira. No entanto, após dois jogos sem marcar gols e com atuações abaixo do esperado, o atacante acabou indo para o banco de reservas. Já contra o Paraguai, nem no banco ele ficou, já que foi diagnosticado com caxumba. O isolamento e tratamento, em poucos dias, já surtiram efeito e ele voltou a ser relacionado.

E Richarlison foi decisivo quando mais o Brasil precisou. Na grande final, contra o Peru, ele saiu do banco de reservas aos 29 minutos do segundo tempo, no lugar de Firmino, e aos 44 fez o gol da vitória canarinho, em cobrança de pênalti. 

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