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Primo de zagueiro do Flamengo lamenta não ir ao sepultamento do atleta

Morador de Muqui, no Sul do Estado, Haroldo Rosa não teve como ir ao adeus da joia rubro-negra

No começo da tarde desta segunda-feira (11) foi enterrado no cemitério de São João de Meriti, no Rio de janeiro, corpo de Samuel Thomas Rosa, uma das dez vítimas do trágico incêndio que atingiu o Centro de Treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, na manhã da última sexta-feira (08).

Samuel Thomas Rosa é uma das vítimas do incêndio no CT do Flamengo
Samuel Thomas Rosa é uma das vítimas do incêndio no CT do Flamengo
Foto: Reprodução/internet

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Com tantas famílias envolvidas, a tragédia é sentida em muitos cantos do Brasil. Um deles é em Muqui, pequena cidade do Sul capixaba e onde reside Haroldo Rosa, primo da joia da base rubro-negra. Ainda comovido com tudo o que ocorreu, o aposentado disse que o jovem de 15 anos era um menino especial.

"O Samuel era um garoto diferente. Muito educado, animado e sonhador. Ele estava muito feliz no Flamengo, era o sonho dele ser um jogador, mas aí veio essa tragédia. Ainda estou sem entender direito, pois foi tudo muito rápido. Uma perda irreparável para nós da família, contou.

Por conta da distância entre as duas cidades, Haroldo não conseguiu ir ao sepultamento do familiar. "Eu fico ainda mais triste e chateado porque era o momento do último adeus, de dar um apoio aos pais. Eles estão devastados e precisando de todo apoio possível. Não conseguimos agilizar o deslocamento até lá. ", explicou.

Impossibilitado de se despedir do primo, Haroldo se apega aos último momentos que passou com Samuel. "Ele veio aqui para Muqui há uns três, quatro meses. Conversamos bastante, brincamos e ele deixava claro que estava muito feliz. Vou guardar isso comigo", contou.

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