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Rapidinhas do LANCE! Espresso: a volta do Brasileirão e ódio no futebol

Confira uma seleção de notícias do LANCE! com análises de Luiz Fernando Gomes ([email protected])

Divulgação / Lance

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O ocaso da Primeira Liga
A finalíssima está decidida, Londrina e Atlético-MG vão enfrentar-se em outubro. A Primeira Liga surgiu como uma esperança. Ainda que sem os paulistas, era uma competição pensada pelos clubes, organizada pelos clubes, comercializada pelos clubes. A CBF, mesmo colocando-se contra e criando dificuldades desde o início, foi obrigada a engolir. Parecia um embrião daquilo que o futebol brasileiro precisa - uma liga de fato independente, capaz de gerir os destinos dos clubes, como nos países da Europa. Mas eis que tudo foi se perdendo pelo caminho. A competição chega ao fim sem empolgar. Virou pó. Times desfigurados protagonizaram jogos pífios. E não dá nem para culpar os treinadores por escalar reservas, com outras competições em andamento. O fato é que os próprios clubes se encarregaram de implodir o que inventaram. E junto, o sonho de que não estivessem criando apenas a primeira, mas uma liga única e verdadeira.

Guerra ao ódio
A federação alemã de futebol anunciou a abertura de uma sindicância para identificar e punir os torcedores que, no jogo contra a República Tcheca, sexta-feira passada, vaiaram o minuto de silêncio e entoaram cânticos nazistas durante a execução do hino tcheco. A pressão na Alemanha contra os vândalos é grande e começou já depois da partida quando os jogadores, irritados com o comportamento, recusaram-se a saudar a torcida no estádio. Ontem, o técnico Joachim Low deu entrevista para tratar do assunto: ?Esses não são nossos torcedores. Eu me sinto desgostoso com os que embaraçaram nosso país?. Ele também cobrou punições. A Alemanha, num momento tenso das questões migratórias e raciais na Europa, não está disposta a deixar o incidente passar em branco. E tem razão. Há males que devem ser cortados pela raiz. E ao buscar os indivíduos responsáveis pelas ofensas, segue a linha certa. Evita que punições coletivas escondam aqueles que, de fato, protagonizaram o vexame de Praga.

Prejuízo no Brasileirão

(reprodução)

Prejuízos cariocas
O imbróglio do Maracanã, o modelo falido da concessão atual e a indefinição do governo do estado em resolver o futuro do estádio têm cobrado um custo alto dos clubes do Rio. Dos 37 jogos que tiveram prejuízo nas 22 rodadas do Brasileirão (veja quadro abaixo), 20 foram dos cariocas. Só o Fluminense fechou 10 jogos no vermelho. O Botafogo e o Vasco ?" prejudicado pela perda de mando ?" tiveram quatro jogos negativos e o Flamengo dois ?" contra Atlético-GO e Atlético-PR nas duas últimas rodadas. Enquanto isso, Corinthians (R$ 25,8 milhões) e Palmeiras (R$ 21,4 milhões) mantêm disparados a liderança da arrecadação do Brasileirão. Ambos superam sozinhos toda a receita com rendas dos 20 clubes da Série B, R$ 17 milhões somados.

Fabio Carile Corinthians (foto:Daniel Augusto Jr/Corinthians)

Fabio Carile Corinthians (foto:Daniel Augusto Jr/Corinthians)

É bola rolando
Depois de duas semanas de paralisação, o Brasileirão está de volta amanhã. Pressionar o líder Corinthians, ainda com sete pontos de vantagem sobre o vice, é o objetivo de todos. O Grêmio, segundo colocado, pega o Vasco em São Januário, com portões fechados. Atlético-MG x Palmeiras e São Paulo x Ponte, com o Tricolor tentando escapar da degola, completam os jogos de sábado. No domingo os destaques são os clássicos: Santos x Corinthians, na Vila, Botafogo x Flamengo, no Nilton Santos, e Atlético-PR x Coritiba, na Arena da Baixada. A rodada tem ainda Sport x Avaí, Vitória x Fluminense, Chapecoense x Cruzeiro e, na segunda à noite, Atlético-GO x Bahia.