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Vitória não vai ceder Salvador Costa para o Mundial Sub-17

De acordo com os cálculos da diretoria, clube teria que desembolsar cerca R$ 120 mil para sair da sua casa e receberia R$ 20 mil em benfeitorias. Entenda!

Anteriormente apontado como um dos centros de treinamentos da Copa do Mundo Sub-17, o Salvador Costa não vai mais abrigar uma seleção durante a competição que acontece 26 de outubro a 17 de novembro. Em reunião extraordinária, realizada na manhã desta quarta-feira (11), a diretoria do Vitória decidiu por unanimidade que o seu estádio não será cedido à Fifa

Salvador Costa recebe jogos do Vitória no Capixabão 2017
Salvador Costa recebe jogos do Vitória no Capixabão 2017
Foto: Henrique Montovanelli/VitóriaFC

O motivo é o prejuízo que o clube teria em abrir mão das suas instalações para treinos e jogos, no período que a praça estivesse de sob cessão da entidade internacional.

De acordo com os cálculos da diretoria, o Vitória teria que desembolsar aproximadamente R$ 120 mil com aluguéis de campos de treinamentos, estádio para os jogos da Copa Espírito Santo, alojamentos, alimentação e transporte. Além disso, o clube ainda deixaria de arrecadar com o aluguel de estacionamento da área do seu estádio. 

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Em contrapartida, segundo a diretoria alvianil, a Fifa deixaria como legado para o clube um sistema de irrigação e uma máquina de cortar grama, que totalizam aproximadamente R$ 20 mil. O presidente do Vitória explica que o clube não tem condições de arcar com esse déficit de R$ 100 mil e ainda ceder o seu estádio.

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"É com muita pena que vamos comunicar que não vamos disponibilizar o Vitória para ser um CT. No dia 18 de julho, enviamos um documento à Fifa e à CBF com as nossas demandas para que o clube deixasse o seu estádio durante o período do Mundial. E apenas ontem (terça-feira) tivemos o comunicado do Gustavo Vieira (presidente da FES) que não teria recurso financeiro adicional de ajuda para o Vitória. O Vitória vai ter que bancar esse custo em torno de R$ 120 mil para ter um retorno de no máximo R$ 20 mil? Quem vai pagar esse prejuízo de R$ 100 mil? Eu sei que não serão os beneméritos do nosso clube."

O presidente Ademar ainda afirma que o sistema de irrigação não é prioridade para o Vitória. "Essa conta não fecha. Hoje o futebol capixaba é feito com economia de palito e, para o Vitória, a benfeitoria da irrigação do gramado não é uma prioridade. Nosso objetivo é fazer as novas arquibancadas", declarou.

O documento com a decisão final da diretoria do Vitória será encaminhado ao comitê organizador ainda nesta quarta-feira (11).

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