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Abertura do Parapan regasta passado peruano, e empolga público e atletas

Cerimônia no Estádio Nacional do Peru apresenta elementos do período inca e transmite a mensagem de união do espírito desportivo, e garante a festa do público de 50 mil pessoas

Os peruanos deram sequência nos Jogos Parapan-Americanos de Lima às celebrações iniciadas assim que o Pan, em julho, foi aberto. Orgulhosos pela capacidade do país de entregar um evento de grande porte com qualidade, após meses de desconfianças sobre o andamento das obras, atletas e público mergulharam no passado e vibraram com a mensagem de união e exaltação à diversidade transmitida na cerimônia de abertura, nesta sexta-feira, no Estádio Nacional do Peru.

O país-sede teve Angélica Espinoza, do parataekwondo, modalidade que estreia nos Jogos nesta edição, como porta-bandeira da delegação de 139 atletas, a maior do país a história. Eles cumpriram a promessa de fazer uma grande festa e, novamente, soltar o grito de felicidade pelo objetivo alcançado.

O espetáculo contou com 436 artistas, entre voluntários e produção, e durou cerca de duas horas. Foram chamados 50 artistas com deficiência para incrementar a cerimônia, nas funções de acrobatas, dançarinos e protagonistas.

Em certo momento, um labirinto foi incorporado no palco como símbolo da vida, com suas dificuldades e obstáculos. Após discursos das autoridades, o nadador Jimmy Eulert foi o encarregado de acender a pira parapan-americana, em mais um momento de comoção dos peruanos.

O Brasil, campeão das últimas três edições do Parapan e favorito a manter a hegemonia, desfilou com cerca de 400 pessoas, dentre atletas, staff e integrantes das comissões técnicas.

No encerramento, a apresentação do grupo Bareto, um dos mais populares da música peruana atual, empolgou atletas, torcedores e jornalistas. O clima era de tanta animação que ninguém queria ir para casa.

* O repórter viaja a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)