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Após participar do Pan, fisiculturismo quer chegar às Olimpíadas

Dirigente brasileira acredita que entrada no programa olímpico é questão de tempo

Depois da entrada do skate, do surfe, do caratê, da escalada e do beisebol no programa olímpico de Tóquio-2020, agora é a vez do fisiculturismo tentar a inclusão em futuras edições.

O culto ao corpo perfeito nasceu na antiga Grécia, virou esporte na década de 40, se popularizou na era Arnold Schwarzenneger e finalmente deu um grande passo para virar olímpico ao fazer parte dos Jogos Pan-Americanos, em Lima, no Peru, no mês passado.

E o crescimento se deve demais ao astro de Hollywood, vencedor sete vezes do Mister Olympia. Dali Schwarzenneger virou celebridade e ganhos as telas do cinema. Atualmente, a Feira Arnold Classic Brasil, com ele como padrinho, é realizada anualmente. Ela é maior do segmento, conta com cerca de 150 expositores, na sua maioria empresas de suplementos alimentares, recebe em torno de 80 mil visitantes e movimenta R$ 100 milhões por edição.

No último sábado aconteceu, no Rio de Janeiro, o King and Queen, campeonato de fisiculturismo organizado pela IFBB (Federação Internacional de Fisiculturismo) Rio. Débora Carvalho Sarinho, presidente da entidade, diz que o esporte apresenta um crescimento constante, está espalhado por quase todos os países do mundo e a entrada nas Olimpíadas é uma questão de tempo.

- Os Jogos Pan-Americanos são a porta de entrada das Olimpíadas. Os atletas que participaram foram testados pela Wada (Agência Mundial Antidoping) para provarem o jogo limpo. Além disso, demonstraram o esporte em sua essência, como o mesmo é julgado, como é organizado, mostrando aos responsáveis dos Jogos Olímpicos. Então é uma questão de análise, mas em breve teremos excelentes notícias - garante Débora.

A IFBB está presente em 199 países. No Brasil, tem representatividade em 18 estados. Os destaques da competição de sábado foram os atletas Igor Barbosa, na categoria Men’s Physiqye, e Victoria Neves, na categoria Wellness.