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Ao L!, Rolando destaca evolução do basquete no Brasil: 'Estamos no caminho certo'

Medalhista de ouro no Pan-Americano de 1987, em Indianápolis, ex-jogador elogiou o trabalho do técnico Petrovic e avaliou campanha do Brasil no Mundial

Eliminado na segunda fase da Copa do Mundo de basquete, o Brasil deixou a China sem uma das vagas diretas para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. A seleção venceu as três primeiras partidas da primeira fase, mas não resistiu na segunda fase e caiu após as derrotas para República Tcheca e Estados Unidos.

Apesar da eliminação precoce, a Seleção Brasileira recebeu diversos elogios durante a competição. Ao LANCE!, o ex-jogador Rolando Ferreira, primeiro jogador brasileiro a jogar na NBA e medalha de ouro no Pan-Americano de 1987, também aprovou a campanha do Brasil no Mundial da China.

- O Brasil superou as expectativas na primeira fase. Ninguém imaginava que seria primeiro do grupo. O desempenho foi satisfatório. O basquete é um esporte muito competitivo e tem muitas equipes do mesmo nível disputando o título. Tudo pode acontecer. Não é demérito nenhum perder para os Estados Unidos e República Tcheca - afirmou.

O Mundial classificou oito seleções para a Olimpíada de Tóquio. Restam quatro vagas, que serão definidas no Pré-Olímpico do ano que vem. Serão 24 seleções divididas em quatro grupos de seis, em sede fixa, e somente o campeão de cada garantem lugar. Rolando Ferreira elogiou o trabalho de Petrovic, mostrou otimismo e acredita na classificação brasileira.

- Se o Brasil sediar o Pré-Olímpico, as chances aumentam. Temos condições de classificar. O que eu vi do trabalho do Petrovic foi uma mudança. O coletivo está muito mais presente do que nos últimos anos. Isso melhorou muito. Tem que continuar. Não é hora de mudar a direção da seleção, tem que continuar o trabalho e encerrar esse ciclo com ele - disse.

No Mundial, os experientes Huertas, Leandrinho, Alex e Varejão foram os destaques da equipe. Porém, ao mesmo tempo, foi possível notar a presença de jovens como Bruno Caboclo, Felício, Didi e Yago. Rolando enalteceu o trabalho que a Liga Nacional de Basquete tem realizado e a evolução do NBB.

- Os atletas que estão surgindo, naturalmente, vão ocupar o lugar desses que estão saindo. Eles vão ter a experiência que todos os outros tiveram, mas vai demorar um pouco de tempo. Acho que a transição vai ser bem feita. São jogadores com potencial. O basquete cresceu. Passou muito tempo perdido e encontrou sua rota novamente. Melhorou muito com a NBB. Estamos no caminho certo - finalizou.