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"100% fisicamente", Erick Silva garante reviravolta na carreira no UFC 197

No próximo dia 5 de março, lutador capixaba volta aos octógonos para encarar o francêse Nordine Taleb, em Las Vegas

Se 2015 foi o ano do aprendizado, 2016 será da volta por cima. O capixaba Erick Silva está de luta marcada: no dia 5 de março, ele encara o francês Nordine Taleb, em Las Vegas, no UFC 197. E ele garante que aprendeu a lição. Em agosto do ano passado, o meio-médio perdeu, por decisão dividida, para Neil Magny e na época se disse envergonhado com sua perfomance. Ele ainda prometeu que só pisaria novamente no octógono quando estivesse 100% fisicamente. E Erick está.

"No Espírito Santo fiz uma espécie de teste para saber como estava o cotovelo (operado em setembro) e não sentia dor. Na sexta fiz um treino com o Yamaguchi muito bom, um sparring, com golpes duros e não senti nada no bloqueio. Vi que realmente estou 100%".

O adversário de Erick vem do wrestling, mas costuma levar os combates para a trocação: fator positivo para o capixaba, que também gosta da luta em pé. O treino com o pugilista, bronze em Londres, também serviu para afiar o boxe do meio-médio. 

Yamaguchi Falcão e Erick Silva treinaram juntos
Yamaguchi Falcão e Erick Silva treinaram juntos
Foto: Richard Pinheiro

"Vi nas lutas que ele (Nordine) dá muitos jabs, usando a envergadura, então falamos para o Yamaguchi dar bastante golpes retos e o treino foi muito produtivo”, afirmou o capixaba.

Erick Silva fez alguns treinos no Estado, passou Natal e Ano Novo com a família, mas já está de volta aos Estados Unidos. Todo o camp será feito na Kings MMA, na Califórnia.

"É um momento bom e vou aproveitar o mesmo camp do Rafael dos Anjos, estou muito animado! Meus planos mudaram um pouco. Eu iria lutar no fim de março, então iria para Nova York para treinar no Renzo Gracie, como fiz depois da cirurgia, mas como antecipou vou direto para a Califórnia e fico lá até a luta".

No ano passado, Erick Silva fez apenas duas lutas no UFC: além da derrota, em agosto, para Neil Magny, ele finalizou Josh Koscheck, em março. O saldo de 2015 é positivo, na avaliação do meio-médio. A intenção do lutador capixaba é entrar no octógono quatro vezes este ano. Número ambicioso, mas que tem um porquê:

“Esse ano quero fazer mais lutas e correr atrás do prejuízo. Preciso subir no ranking e melhorar o meu cartel”.

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